PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM ENSINO DE HISTÓRIA EM REDE NACIONAL
Bancas de Qualificação
Bancas - 2026
Data: 25/09/2026 Hora: 16:00
Local: Síncrono - Sistema - Universidade do Estado de Mato Grosso
Título: Narrativas e Memórias da Casa Memorial dos Viajantes de Diamantino/MT: entre representações e disputas sobre a história local
Palavras-chave: Palavras-chave: Ensino de História; Lugar de memória; Narrativas; Educação Patrimonial; História Local.
Páginas: 142
Resumo: Esta pesquisa objetivou analisar como a Casa Memorial dos Viajantes de Diamantino/MT é representada em produções historiográficas, registros oficiais e veiculações midiáticas, buscando identificar de que maneira essas narrativas participam da construção, seleção, preservação e difusão das memórias e dos significados atribuídos à História Local, na perspectiva da Educação Patrimonial e do Ensino de História. O percurso metodológico ocorreu por meio de pesquisa bibliográfica e documental, contemplando produções historiográficas, legislações, portarias, documentos relacionados à instituição, sites oficiais e mídias digitais. As narrativas identificadas ao longo da pesquisa demonstraram uma centralidade atribuída a determinados sujeitos da história de Diamantino, revelando que a construção da memória não é neutra, mas atravessada por escolhas sobre aquilo que é lembrado, valorizado e representado. Outro aspecto identificado refere-se às fragilidades no campo da Cibermuseologia, ainda pouco explorado pela instituição, marcado pela inexistência de mídias digitais ativas e por um site oficial predominantemente descritivo, distanciando-se das possibilidades de interação, comunicação e difusão do patrimônio no ciberespaço. Um dos resultados mais significativos da investigação surgiu ao nos depararmos com o fechamento da Casa Memorial e com o encaixotamento de seu acervo, condição que deu origem à ideia de “memória encaixotada”. Soma-se a isso a demolição de outro espaço museológico que compunha o patrimônio histórico da cidade, ampliando as reflexões sobre preservação, memória e as políticas voltadas ao patrimônio local. A partir dos resultados da pesquisa, produzimos o jogo didático Patrimônio em Jogo: Desencaixotando Memórias, que tem como finalidade aproximar os estudantes da Casa Memorial e de suas narrativas, especialmente diante da impossibilidade atual de acesso ao seu acervo. A proposta busca apresentar não apenas as narrativas oficiais, mas também ampliar o espaço destinado às vozes e experiências que recebem pouca visibilidade, possibilitando aos estudantes conhecer, questionar e se reconhecer como sujeitos constituintes da História Local. Palavras-chave: Ensino de História; Lugar de memória; Narrativas; Educação Patrimonial; História Local.
Membros da Banca:
Presidente - MARION MACHADO CUNHA - UNEMAT
Membro Interno - LUCIANO PEREIRA DA SILVA - UNEMAT
Membro Externo ao Programa - AUMERI CARLOS BAMPI - UNEMAT
Data: 23/06/2026 Hora: 16:00
Local: https://meet.google.com/xux-kger-svy?authuser=0
Título: ENSINO DE HISTÓRIA E INTELIGÊNCIA ARTIFICAL: POSSIBILIDADES E DESAFIOS NA CONSTRUÇÃO DA CONSCIÊNCIA HISTÓRICA
Palavras-chave: ProfHistória; Ensino de História; Educação; Tecnologias digitais; Formação de Professores.
Páginas: 87
Resumo: A crescente presença da Inteligência Artificial (IA) na sociedade contemporânea tem provocado transformações nas formas de produção e circulação do conhecimento, impactando diretamente o campo educacional. No ensino de História, essas mudanças são particularmente relevantes, pois envolvem processos de interpretação, construção de narrativas e formação da consciência histórica. Nesse contexto, esta dissertação tem como objetivo analisar as possibilidades e os desafios do uso da Inteligência Artificial no ensino de História, buscando compreender suas implicações pedagógicas e propor estratégias para sua utilização crítica. A pesquisa parte do seguinte problema: de que forma a Inteligência Artificial pode ser utilizada no ensino de História de maneira crítica e pedagógica, contribuindo para a formação da consciência histórica dos estudantes? Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza aplicada, baseada em revisão bibliográfica e na elaboração de um produto pedagógico. Como resultado, propõe-se um material voltado à formação de professores, especialmente da área de História, mas aplicável a outras disciplinas. O produto tem como finalidade oferecer subsídios teóricos e orientações práticas para o uso da IA no ensino, promovendo uma abordagem crítica e reflexiva. Espera-se contribuir para a formação docente e para o desenvolvimento de práticas pedagógicas alinhadas às demandas contemporâneas.
Membros da Banca:
Presidente - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Interno - FERNANDA MARTINS DA SILVA - UNEMAT
Membro Interno - REGIANE CRISTINA CUSTODIO DE FIGUEIREDO - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - RAFAEL NASCIMENTO GOMES - UNIPROJEÇÃO
Data: 17/06/2026 Hora: 13:00
Local: https://meet.google.com/ujt-cquf-tiv
Título: Educação Entre Grades: Narrativas e Cartografias de Si, a percepção de Privados de Liberdade
Palavras-chave: Educação de Jovens e Adultos; Sistema Prisional, Ensino de História; Educação Libertadora
Páginas: 142
Resumo: A Educação de Jovens e Adultos (EJA) constitui-se como uma modalidade de ensino voltada aos sujeitos que, por diferentes razões sociais, econômicas e históricas, não tiveram acesso ou continuidade aos estudos na idade considerada regular. No contexto do sistema prisional, a EJA assume um papel ainda mais significativo ao possibilitar o acesso à educação como direito humano, espaço de formação crítica e oportunidade de reconstrução de trajetórias de vida. Nesse cenário, a presente pesquisa tem como objetivo compreender de que maneira a educação se ressignifica no contexto prisional, tornando-se significativa para os sujeitos privados de liberdade. Busca-se analisar como o ensino de História, articulado às práticas educativas desenvolvidas na EJA, pode contribuir para a construção da consciência crítica, da identidade e da formação humana dos estudantes em situação de privação de liberdade. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza aplicada, fundamentada em revisão bibliográfica, análise documental e na metodologia cartográfica inspirada em Félix Guattari (1996). A pesquisa investiga práticas educativas libertadoras articuladas à cartografia de si, tomando como base as produções, narrativas e experiências dos estudantes privados de liberdade. Como produto final, propõe-se a elaboração do caderno didático intitulado Cartografias do cárcere: o espaço prisional como território vivido, voltado a professores que atuam no ensino de História dentro do sistema prisional. Como resultado, espera-se contribuir para a reflexão acerca da educação prisional como espaço de produção de subjetividades, resistência e transformação social, além de oferecer subsídios teóricos e metodológicos para práticas pedagógicas mais humanizadoras no contexto da privação de liberdade.
Membros da Banca:
Presidente - JAIRO LUIS FLECK FALCAO - UNEMAT
Membro Interno - MARIA DO HORTO SALLES TIELLET - UNEMAT
Membro Interno - REGIANE CRISTINA CUSTODIO DE FIGUEIREDO - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - SANDRA DE ALMEIDA FIGUEIRA - UNIRIO
Data: 07/04/2026 Hora: 09:00
Local: https://meet.google.com/zpb-kjgu-rqc?authuser=0
Título: Videodocumentário no ensino de história: a CLT completa 80 anos: conheça a história
Palavras-chave: ProfHistória; Ensino de História; Videodocumentários; Consciência histórica; Leis trabalhistas.
Páginas: 92
Resumo: A presente dissertação tem como objetivo principal a utilização de videodocumentários no ensino de História. A partir da análise dos principais documentos referentes à educação brasileira, entre eles a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Documento de Referência Curricular para Mato Grosso (DRC/MT), constatamos que a inserção da cultura digital e a análise crítica de fontes audiovisuais passaram a ser consideradas competências e habilidades fundamentais que devem orientar a prática dos professores de História nas escolas. Desse modo, seguindo essas orientações, realizamos a análise do videodocumentário “A CLT completa 80 anos”, abrangendo o período da Era Vargas à Reforma Trabalhista de 2017, eventos importantes para as relações de trabalho no Brasil. A fonte foi selecionada a partir do acervo digital do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e o vídeo foi escolhido em razão da sua narrativa institucional e pelo suporte pedagógico para conectar o passado à realidade sociofamiliar dos estudantes do 9º ano. Este trabalho se enquadra no campo teórico da Educação Histórica e do Dialogismo e enfatiza a importância da decodificação de mídias para o desenvolvimento da consciência histórica, em que alunos e professores, de maneira dialética, problematizam, questionam as intencionalidades, perspectivas e omissões, assim como produzem conhecimentos críticos a partir de um Guia Orientativo.
Membros da Banca:
Presidente - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Interno - MARIA DO HORTO SALLES TIELLET - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - MARCELO FRONZA - UFMT
Data: 27/03/2026 Hora: 14:00
Local: Sala virtual: https://meet.google.com/pvr-suyi-bro?authuser=0&hs=122&ijlm=1772584288561
Título: AVANÇOS E DESAFIOS DA APLICABILIDADE DA LEI 10.639/2003: Análise da Cartilha “Mato Grosso por uma Educação Antirracista” (2024)
Palavras-chave: Ensino de história; cartilha antirracista de Mato Grosso; Lei 10.639-2003; Jogo da memória; Profhistoria
Páginas: 105
Resumo: Este estudo tem como propósito identificar os avanços e os desafios relacionados à implementação da Lei 10.639/2003 na educação básica do estado de Mato Grosso, tomando como foco central a contribuição da Cartilha Mato Grosso por uma Educação Antirracista (2024), para fortalecer a implementação da legislação e, consequentemente, a efetivação desse aparato jurídico. A Lei 10.639/2003 constitui um marco na educação brasileira ao tornar obrigatório o ensino de história e cultura afro‑brasileira e africana em todos os níveis de escolarização, resultado da luta histórica do movimento negro pela visibilização das contribuições da população afro‑brasileira e africana, historicamente silenciadas por currículos eurocêntricos que reforçaram hierarquias raciais. No entanto, embora represente uma conquista significativa, sua implementação e efetivação ainda enfrentam desafios. Nesse contexto, emerge a questão norteadora desta pesquisa: de que forma as políticas educacionais recentes, no âmbito do estado de Mato Grosso, têm contribuído para apoiar os docentes na implementação efetiva da legislação. Ademais para responder a problemática, identificada a investigação toma como objeto de análise a Cartilha Mato Grosso por uma Educação Antirracista (2024), elaborada pela Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer de Mato Grosso (SEDUC/MT), compreendida simultaneamente como política pública e como material pedagógico destinado a subsidiar práticas docentes antirracistas. Nesse sentido, o objetivo geral desta investigação é identificar os avanços e os desafios na aplicabilidade da Lei 10.639/2003 na educação básica em Mato Grosso, analisando como a Cartilha Mato Grosso por uma educação antirracista (2024), enquanto política pública e material pedagógico apoia o professor no ensino de história e cultura afro-brasileira. Logo para alcançar esse propósito, estabelecem-se os seguintes objetivos específicos: Refletir sobre o ensino de História na educação básica, considerando o contexto anterior à Lei 10.639/2003, os antecedentes à sua aprovação e os avanços e desafios decorrentes de sua implementação; identificar as produções científicas mato-grossenses sobre a Lei 10.639/2003 e as políticas públicas educacionais do estado voltadas à implementação e efetivação da legislação; Analisar a Cartilha Mato Grosso por uma Educação Antirracista (2024) como instrumento de apoio ao professor na superação das dificuldades enfrentadas na abordagem das temáticas africanas e na efetivação da Lei 10.639/2003; e elaborar uma estratégia pedagógica na perspectiva decolonial para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana, visando à promoção de uma consciência histórica crítica. Nesse contexto, o recurso pedagógico elaborado na pesquisa consiste em um Jogo da Memória aplicado ao ensino de História, com o propósito de fortalecer a abordagem com as temáticas africanas. No que se refere aos resultados observa-se que, embora Mato Grosso tenha avançado na elaboração de portarias, legislações, documentos orientativos e propostas pedagógicas voltadas à implementação da Lei 10.639/2003, ainda persistem fragilidades na formação inicial e continuada dos professores. Tais lacunas dificultam a problematização das temáticas africanas e a ressignificação da história da população negra, contribuindo assim para a manutenção de práticas pedagógicas alinhadas ao eurocentrismo.
Membros da Banca:
Presidente - FERNANDA MARTINS DA SILVA - UNEMAT
Membro Interno - OSVALDO MARIOTTO CEREZER - UNEMAT
Data: 09/03/2026 Hora: 13:30
Local: Sala Virtual: https://meet.google.com/zjn-cabv-dsk?authuser=0&hs=122&ijlm=1772504261913
Título: OS ESTUDANTES QUILOMBOLAS E A LEI 10.639/03 NA ESCOLA ESTADUAL CÍVICO-MILITAR PROFª ANA TEREZA ALBERNAZ EM CHAPADA DOS GUIMARÃES, MT
Palavras-chave: Ensino de História; Quilombos; Lei 10639/2003; Quilombos da Chapada dos Guimarães; Escola Cívico-Militar.
Páginas: 95
Resumo: A presente dissertação tem como objetivo analisar a presença de estudantes oriundos de comunidades remanescentes de quilombos no contexto da Escola Estadual Cívico-Militar Professora Ana Tereza Albernaz, localizada no município de Chapada dos Guimarães-MT, investigando de que maneira suas identidades, memórias e práticas culturais são reconhecidas, representadas e incorporadas nas práticas pedagógicas cotidianas. A pesquisa parte de uma contextualização histórica acerca da formação dos quilombos no Brasil, compreendidos não apenas como espaços de resistência à escravização, mas como territórios de produção de sociabilidades, saberes e modos próprios de organização social. No estado de Mato Grosso e em Chapada dos Guimarães, destacam-se comunidades remanescentes que preservam práticas culturais, memórias coletivas e formas próprias de organização social, dentre as quais se evidencia a Comunidade Lagoinha de Baixo, recorte central deste estudo. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa de caráter participante, que articula observação participante, entrevistas semiestruturadas, registro de narrativas orais e análise documental. O estudo contempla, ainda, a análise da bibliografia produzida sobre quilombos, educação e relações étnico-raciais, bem como a sistematização e interpretação das fontes catalogadas ao longo da pesquisa de campo. Tal abordagem busca compreender as experiências vividas, os sentidos atribuídos pelos sujeitos e as possíveis tensões entre as práticas culturais quilombolas e o modelo escolar cívico-militar. O referencial teórico fundamenta-se nos aportes da História Social, da História Cultural e dos Estudos Decoloniais, dialogando com autores como bell hooks, Grada Kilomba, Flávio dos Santos Gomes, Nilma Lino Gomes e Kabengele Munanga, entre outros(as), cujas reflexões contribuem para a problematização do racismo estrutural, dos silenciamentos históricos no campo educacional. A pesquisa dialoga, com a Lei nº 10.639/03, que institui a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, analisando em que medida sua implementação se efetiva no cotidiano escolar pesquisado. Espera-se que a dissertação contribua para o debate acerca das relações entre educação, identidade e pertencimento, evidenciando a importância do reconhecimento das especificidades culturais quilombolas no espaço escolar e colaborando para o fortalecimento de práticas pedagógicas antirracistas no município de Chapada dos Guimarães-MT.
Membros da Banca:
Presidente - FERNANDA MARTINS DA SILVA - UNEMAT
Membro Interno - OSVALDO MARIOTTO CEREZER - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - OLIVIA MACEDO MIRANDA DE MEDEIROS - UFT
Data: 03/03/2026 Hora: 14:00
Local: videochamada: https://meet.google.com/ghu-rmrc-ion
Título: MATO GROSSO PELA ÓTICA DE RACHELE STEIGRUBER: UMA ANÁLISE DA OBRA O ANJO DE MATO GROSSO (1999)
Palavras-chave: Ensino de História; Memória; Literatura; Rael Steingruber
Páginas: 89
Resumo: Este estudo analisa a trajetória da enfermeira suíça Dona Rael Steingruber, missionária no Mato Grosso, Brasil entre o ano de sua chegada em 1949 ate o seu falecimento no ano de 2016. O Objetivo é compreender seu papel na assistência à saúde, evangelização em comunidades rurais e indígenas da região. Através da metodologia da analise textual, procuramos aproximar o mais possível da realidade vivenciada nesse período na cidade de Rosário Oeste e Várzea Grande/MT. Como pioneira no atendimento em algumas comunidades indígenas, deixou registros de sua vivência, juntamente com sua irmã Rebeca Steingruber e os missionários da Igreja presbiteriana, contribuindo para aliviar os efeitos de doenças e da falta de assistência hospitalar, devido a diminuta atuação do poder público Estadual, mais preocupado em garantir a posse do território, beneficiando através da oferta de terras, a preços irrisórios, construindo uma rede de latifúndios improdutivos, dando origem a uma oligarquia rural, e privilégios na área da administração pública. Os resultados mostram que as irmãs Steingruber desenvolveram várias atividades na enfermagem, contavam com apoio de doadores de seu país de origem, que confiavam na correta aplicação das doações enviadas. Apesar do empenho das missionárias, houve a interferência de denúncias, talvez devido ao volume de doações recebidas, provocando o afastamento temporário de Dona Rael, de sua propriedade, o que provocou desgastes emocionais, e a necessidade de procurar auxilio jurídico, junto a Federação Espírita do Estado de Mato Grosso FEEMT, para reaver o patrimônio que foi açambarcado por supostos missionários. Na busca de levar o aluno a compreender o processo histórico das irmãs Steingruber em Mato Grosso, entender a relação Governo de Getúlio Vargas, com o incentivo a ocupação das áreas potencialmente viáveis na economia, as desigualdades sociais e os privilégios às famílias tradicionais, e os desdobramentos dai decorrentes, pudessem compreender a história e seu significado para a sociedade atual, através da leitura de seus registros pessoais, visita a Fundação Nova Suíça, e ao Memorial construído para preservar a memória local, dando importância para a reconstrução e significação da História, entendendo não só o fato isolado, mas os meandros percorridos, e como os sujeitos históricos vivenciaram e perceberam tais ocorrências.
Membros da Banca:
Presidente - FERNANDA MARTINS DA SILVA - UNEMAT
Membro Interno - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - JOSELENE IEDA DOS SANTOS LOPES DE CARVALHO - UFMT
Bancas - 2025
Data: 28/12/2025 Hora: 19:00
Local: https:www.google.com/noz-nwtv-vxj
Título: Ensino de História Indígena no Instituto Federal - campus Pontes e Lacerda “Fronteira Oeste”: minicursos com saberes Chiquitano e Nambiquara”
Palavras-chave: Palavras-chave: ProfHistória; Ensino de História Indígena; Nambiquara; Chiquitano
Páginas: 71
Resumo: Esta dissertação, apresentada ao Programa de Pós-Graduação Profissional em Ensino de História (ProfHistória), tem como objeto de estudo a investigação acerca do cumprimento da Lei 11.645/2008 a partir das ações pedagógicas realizadas pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso – Campus Pontes e Lacerda, com foco em minicursos desenvolvidos em parceria com as comunidades indígenas Chiquitano e Nambiquara, tendo o ensino de História Indígena como ponto de partida para a realização destes minicursos, assim especificamente iremos analisar a estrutura dos minicursos e como está pode ser um ponto de partida para debates e ações interculturais, que integram toda a comunidade escolar. Neste sentido analisamos dois minicursos executados em parceria com as comunidades e aplicados junto aos estudantes, são eles: “Pintura Corporal” e “Produção de Arco e Flecha”, realizados entre os anos de 2023 e 2024 na instituição. O estudo fundamenta-se em autores que discutem o ensino de História e, particularmente, o ensino de História Indígena, articulando pressupostos da História Social com contribuições da Antropologia e da Etnografia, o que possibilita compreender e descrever os processos formativos decorrentes dos minicursos. Neste caso a pesquisa é participante e parte da participação direta nas ações, observação, registros etnográficos e análise documental o que possibilita compreender as ações desenvolvidas junto às comunidades indígenas. Os resultados apontam que os minicursos “Pintura Corporal” e “Produção de Arco e Flecha” contribuíram significativamente para o aprendizado sobre práticas tradicionais, cosmovisões, cultura e organização social dos povos Chiquitano e Nambiquara, ampliando a compreensão de estudantes e docentes acerca dos saberes indígenas. Essas ações vêm contribuindo para a efetiva implementação da Lei nº 11.645/2008 no contexto escolar local. Como produto educacional, elaborou-se uma cartilha descritiva sobre a construção e execução dos minicursos, destinada a professores e gestores escolares como material de apoio para a criação, adaptação e implementação de novas ações pedagógicas que integrem as comunidades indígenas e não-indígenas ao processo de ensino e aprendizagem de História.
Membros da Banca:
Presidente - MARLI AUXILIADORA DE ALMEIDA - UNEMAT
Membro Interno - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Interno - JAIRO LUIS FLECK FALCAO - UNEMAT
Membro Interno - OTAVIO RIBEIRO CHAVES - UNEMAT
Data: 24/11/2025 Hora: 15:00
Local: Campus Cáceres - UNEMAT (formato remoto)
Título: MEMÓRIAS DA ESCOLA ESTADUAL “FEBRÔNIO RODRIGUES” DE TORIXORÉU-MT: AFETIVIDADES E RESSENTIMENTOS (1947-2024)
Palavras-chave: História. Educação. Memória Oral. Ensino de História.
Páginas: 58
Resumo: O presente trabalho, tem como intencionalidade destacar a importância do uso da “memória” na construção do fazer historiográfico no ensino e na pesquisa. O objeto central da investigação, será o levantamento das memórias orais de parte dos(as) servidores(as) que passaram pela Escola Estadual “Febrônio Rodrigues”, no município de Torixoréu-MT. Unidade escolar que foi inaugurada no ano de 1949 e, que em janeiro de 2024, teve suas atividades finalizadas. Apresentar a história da escola, a partir das memórias dos ex-servidores(as) da unidade escolar, através de suas narrativas orais, significa possibilitar que suas experiencias vividas naquela localidade revele a importância social daquele espaço social, tanto para suas vidas de forma individual quanto para a coletividade que fizeram parte da história desse lugar e, até mesmo, na formação dos laços comunitários do município. A municipalidade fica localizada na região sudeste de Mato Grosso, às margens do Rio Araguaia, na divisa com o estado de Goiás e possui atualmente cerca de 4200 habitantes, segundo dados do IBGE de 2022. Torixoréu só teve sua emancipação política em 1953, posteriormente à fundação da escola, o que denota a representatividade da unidade escolar na formação não só pedagógica dos munícipes que ali residiram ou residem até hoje, como também, na participação da escola na formação histórico-social local. A problemática que envolve a pesquisa, se apresenta, no questionamento de como as experiências vividas pelos ex-servidores(as) da escola foram estabelecendo práticas de sociabilidade em torno de uma dinâmica educacional, que naturalmente delineou identidades e comportamentos da comunidade como um todo, levando-se em conta que a escola sempre foi um espaço ativo de participação comunitária nos diversos eventos socioculturais do município. A pesquisa tem como objetivo, apresentar a escola como um “lugar de memória”, onde ali seus servidores(as) construíram parte de suas histórias através da coparticipação social. Visa também, garantir a visibilidade dessa memória, enquanto “dever de memória” no âmbito da História Local. Objetiva-se ainda, elaborar um produto pedagógico em torno do trabalho com a história oral a partir da memória, e construir um acervo virtual, onde se possa dialogar com estudantes da educação básica, sobre a importância da memória local. A pesquisa terá como referencial teórico, autores que se debruçaram em aspectos da utilização da memória, tais como, Jaques Le Goff, Maurice Halbwaches, Pierre Nora, bem como autores que trabalham com aspectos da oralidade, como, Verena Alberti e Alessandro Portelli. A pesquisa está em fase de desenvolvimento, via o Mestrado Profissional de Ensino de História (ProfHistória), no polo da Universidade do Estado de Mato de Grosso (UNEMAT).
Membros da Banca:
Presidente - MATHEUS DE MESQUITA E PONTES - UNEMAT
Membro Interno - MARLI AUXILIADORA DE ALMEIDA - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - RADAMÉS VIEIRA NUNES - UFCat
Data: 19/05/2025 Hora: 14:00
Local: Sala Virtual
Título: A História de Mato Grosso na Visão do Povo Rikbaktsa: Uma Outra História
Palavras-chave: Cultura; História de Mato Grosso; Educação escolar indígena; Ensino de História; ProfHistória
Páginas: 94
Resumo: Esta dissertação, intitulada A História de Mato Grosso na Visão do Povo Rikbaktsa: Uma Outra História insere-se na linha de pesquisa Linguagens e Narrativas Históricas: Produção e Difusão do Programa de Mestrado e Doutorado em Ensino de História – Profhistória, no Grupo de Estudo e Pesquisa Fronteiras: História, Educação, Trabalho, Patrimônio e Memória, tem como objetivo compreender as narrativas memorialísticas dos anciãos e professores Rikbaktsa, seus conhecimentos e ancestralidades culturais, conectando-as aos registros já existentes, com o intuito da difusão da história desse povo no ensino da história de Mato Grosso. A educação passa por transformações estruturais constantemente e tem buscado atender a grupos sociais cada vez mais diversos no Brasil, entre eles, os povos originários. A história de Mato Grosso, no ponto de vista dos povos indígenas, é uma história de conflitos com os invasores europeus e que na contemporaneidade ainda é um grande desafio. Este trabalho visa apresentar a história de Mato grosso a partir da perspectiva Rikbaktsa, através das narrativas de seus anciãos e professores com pesquisa voltada para suas memórias e relações com o território, reconhecendo seu significado e identidade cultural. O povo Rikbaktsa, também conhecido como “Orelhas de Pau” ou “Canoeiros”, habitam a região Noroeste de Mato Grosso especificamente na bacia do Rio Juruena, com seu território nas cidades de Brasnorte (TI Erikpatsa), Cotriguaçu (TI Escondido) com e Juara (TI Japuíra). Os povos indígenas habitam a região há séculos, e muitos foram forçados a mudar de suas terras tradicionais ou foram dizimados pela doença e pela violência enfrentada pelas invasões, tanto no passado como em períodos recentes. A escolha dos Rikbaktsa se justifica pela riqueza de sua história e pela necessidade de documentar suas memórias, especialmente diante da crescente influência da cultura não indígena e do risco da perda de suas tradições. A metodologia está ancorada na história oral, com entrevistas, na qual teve o intuito de reviver e se seduzir com as memórias e saberes desses anciãos e professores, complementada por pesquisa bibliográfica e documental. A pesquisa destaca a importância de ouvir as vozes indígenas, historicamente silenciadas, e de construção de narrativa que reflita suas experiências e perspectivas, através de autores que discorrem sobre educação, identidade e memórias, usando a linguagem decolonial. O resultado é o material de estudo e um documentário que preservem a memória Rikbaktsa e promovam o diálogo intercultural, com a proposta de valorizar a perspectiva indígena sobre a história regional, abordando a história do contato com os colonizadores, os impactos da exploração e a resistência Rikbaktsa, destacando a importância dos saberes da terra, da cultura e da língua para a comunidade. Nesta perspectiva, a história pode se tornar mais atraente e interessante para o aprendizado nas escolas, estabelecendo uma relação entre o que já está determinado ou predeterminado pelos livros e saberes disseminados por não indígenas, com a perspectiva e vivências desses povos originários. A obra também reflete o interesse em compreender as relações de poder e as desigualdades sociais, através de um olhar crítico sobre a história e a cultura dos povos indígenas.
Membros da Banca:
Presidente - JAIRO LUIS FLECK FALCAO - UNEMAT
Membro Interno - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Interno - MARLI AUXILIADORA DE ALMEIDA - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - VITALE JOANONI NETO - UFMT
Bancas - 2024
Data: 10/12/2024 Hora: 09:00
Local: Sala virtual
Título: EDUCAÇÃO PATRIMONIAL NO ENSINO DE HISTÓRIA NA ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR JOÃO FLORENTINO SILVA NETO, DISTRITO DE SANTO ANTÔNIO DO CARAMUJO-CÁCERES
Palavras-chave: Educação do/no Campo; Ensino de História; Lugares de memória; Metodologia da Educação Patrimonial; ProfHistória
Páginas: 128
Resumo: Esta dissertação, intitulada Educação Patrimonial no Ensino de História na Escola Estadual Professor João Florentino Silva Neto, Distrito de Santo Antônio do Caramujo-Cáceres insere-se na linha de pesquisa Linguagens e Narrativas Históricas: Produção e Difusão do Programa de Mestrado e Doutorado em Ensino de História – ProfHistória, no Grupo de Estudo e Pesquisa Fronteiras: História, Educação, Trabalho, Patrimônio e Memória, tem como objetivo analisar de que forma a Educação Patrimonial e a utilização dos patrimônios culturais nas estratégias educacionais podem contribuir com o Ensino de História e possibilitar reflexões sobre os lugares de memória. Constituindo os objetivos específicos em: compreender a Educação Patrimonial no Ensino de História a partir dos lugares de memória e patrimônios, a fim de contribuir para a produção do saber histórico dos sujeitos da EPJFSN do/no campo; analisar a articulação dos conceitos de educação do/no campo, história local, identidade e patrimônios no Ensino de História; desenvolver metodologias que favoreçam o Ensino de História comprometido com a inserção da Educação Patrimonial, história local e memória em sala de aula; e promover a Educação Patrimonial a partir dos lugares de memória dos estudantes do sexto ano da Educação Básica. A pesquisa partiu das seguintes indagações: como a Educação Patrimonial e a utilização dos patrimônios culturais nas estratégias educacionais podem contribuir para o Ensino de História e possibilitar reflexões sobre os lugares de memória e as representações? Para o desenvolvimento da pesquisa, realizaram-se reflexões sobre conceitos como História Local, Educação Patrimonial, lugares de memória e Educação do/no campo, além de análises de documentos, como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), o Projeto Político-Pedagógico (PPP) da EPJFSN, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Documento de Referência Curricular (DRC/MT) para Mato Grosso. A pesquisa foi realizada com turmas do 6.º ano do Ensino Fundamental da Educação Básica da EPJFSN, localizada no Distrito de Santo Antônio do Caramujo, zona rural do município de Cáceres-MT. Seguiu uma abordagem qualitativa, exploratória e descritiva, com elementos da pesquisa participante, fundamentada na metodologia da Educação Patrimonial e da História Oral. Considerando a importância de tornar o ambiente escolar um espaço onde os alunos possam aprender sobre sua própria história e reconhecer os valores de sua comunidade por meio da Educação Patrimonial e da História Local, as teorias e práticas de ensino podem contribuir significativamente para a formação de conhecimentos científicos e culturais dos estudantes, promovendo sua participação ativa no processo histórico. Diante disso, elaborou-se um blogue como produto pedagógico, intitulado Roteiro Histórico-Culturais Interativo, composto pelos espaços de memórias oficiais e pelos lugares de memória a partir das percepções dos estudantes da EPJFSN. Foram apresentadas sugestões de atividades como recurso pedagógico adicional para auxiliar no desenvolvimento e no conhecimento relacionados à temática.
Membros da Banca:
Presidente - JAIRO LUIS FLECK FALCAO - UNEMAT
Membro Interno - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Interno - OTAVIO RIBEIRO CHAVES - UNEMAT
Membro Externo ao Programa - RENATO FONSECA DE ARRUDA - UNEMAT
Data: 23/11/2024 Hora: 09:00
Local: Cáceres - Banca on line
Título: FAKE NEWS E ENSINO DE HISTÓRIA: PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO E O DESAFIO DA CONSCIÊNCIA HISTÓRICA
Palavras-chave: Fake News, Consciência Histórica, Notícias, Conhecimento e Informação.
Páginas: 68
Resumo: Esta pesquisa investiga o impacto das fake news nas redes sociais, com foco no Instagram, e como esse fenômeno influencia a formação da consciência histórica e o comportamento dos alunos matriculados no Ensino Fundamental II no ambiente escolar, especialmente no Ensino de História, atendendo às competências da Base Nacional Comum Curricular. A pesquisa aborda o papel do professor na mediação entre as informações disseminadas nas redes sociais e a busca pela veracidade das fontes, destacando a importância de desenvolver uma leitura crítica e consciente nos alunos. O foco é mapear os usos de fake news por parte dos discentes e analisar como isso afeta suas aprendizagens. Para isso, a metodologia qualitativa inclui a análise de formulários respondidos pelos alunos, com as observações de seus comportamentos em relação às notícias. O questionário aplicado visa entender como os alunos percebem e lidam com a informação, diferenciando a ideia de verdade e de opinião, investigando suas posturas frente às fake news. O objetivo central é compreender como o conhecimento histórico, aliado à busca crítica por fontes confiáveis, pode ajudar a combater a desinformação no contexto escolar e em outras vivências socioculturais, capacitando os alunos a filtrarem as informações recebidas e a desenvolverem uma consciência histórica mais sólida, crítica e reflexiva.
Membros da Banca:
Presidente - MARIA DO SOCORRO DE SOUSA ARAUJO - UNEMAT
Membro Interno - FERNANDA MARTINS DA SILVA - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - CARLA MONTEIRO DE SOUZA - UFRR
Data: 11/10/2024 Hora: 19:00
Local: LINK DA SALA VIRTUAL PELO MEET: meet.google.com/wye-vjob-rea
Título: EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS: TRAJETÓRIA E FORMAÇÃO DE EDUCADORES(AS) EM CÁCERES-MT
Palavras-chave: Direitos Humanos; Ensino de História; ProfHistória.
Páginas: 57
Resumo: Essa pesquisa se propõe a compreender sobre a temática dos Direitos Humanos no âmbito da educação básica, na Rede Pública Estadual de Mato Grosso no município de Cáceres-MT, cujo a problemática foi delineada da seguinte forma: como e em que medida o tema da Educação em Direitos Humanos (EDH) está sendo abordado no cotidiano educacional? Em consonância com o problema temos como principal objetivo analisar como está sendo promovida a EDH nas escolas. A pesquisa será desenvolvida com estudos bibliográficos e documentais numa dinâmica descritiva e exploratória, via a abordagem qualitativa dos marcos legislativos e das diretrizes educacionais do Estado brasileiro sobre o tema. Para a coleta de dados teremos como fontes primárias, os Regimentos Internos e os Projetos Políticos Pedagógicos (PPPs) das instituições selecionadas, possíveis projetos educacionais e planos de aulas dos(as) professores(as), além de um questionário que será aplicado aos(as) educadores(as). Os critérios a serem observados na reflexão serão articulados nos âmbitos da caracterização das comunidades escolares, dos princípios e concepções educacionais; objetivos, currículos, participação democrática, ambiente escolar e formação continuada sobre o tema. No findar da pesquisa propomos a confecção de um caderno paradidático enquanto produto pedagógico, com foco na temática dos Direitos Humanos. Desse modo, acreditamos que a pesquisa e o caderno paradidático proposto contribuirão para a promoção de práxis pedagógicas emancipatórias, colocando em evidencia a necessidade de ampliar o conhecimento de todos os trabalhadores da educação em relação a EDH, com o intuito de conscientizar a comunidade escolar para o convívio de uma sociedade mais justa, com indivíduos mais conscientes em relação aos seus direitos e aos seus deveres.
Membros da Banca:
Presidente - MATHEUS DE MESQUITA E PONTES - UNEMAT
Membro Interno - JAIRO LUIS FLECK FALCAO - UNEMAT
Data: 04/10/2024 Hora: 14:00
Local: Síncrono - Sistema
Título: A RÁDIO ESCOLAR COMO FERRAMENTA DE METODOLOGIA ATIVA PARA O ENSINO DE HISTÓRIA NO ENSINO FUNDAMENTAL DA REDE ESTADUAL
Palavras-chave: Ensino de história; rádio escolar; metodologia ativa; dever de memória.
Páginas: 65
Resumo: Nesta dissertação, destaca-se o objetivo de descrever e analisar a rádio escolar como metodologia ativa no ensino de história e sua potencialidade na produção de saber histórico dos estudantes na intersecção com a historicidade dos sujeitos da colonização de Sinop para além do discurso oficial da história de Sinop. Partimos de intencionar as potencialidades dos alunos como sujeitos conscientes da sua historicidade, a partir do protagonismo com o uso das metodologias ativas, o estudo e compreensão da história local e o desenvolvimento da autonomia na construção e produção de saberes e experiências pedagógicas, descontruindo um discurso de uma história única contada dos registros oficiais. Portanto, para o Ensino de história essa pesquisa fazendo uso do conceito de dever de memória, visibiliza e realiza a ausculta das vivências dos sujeitos, utilizando como ferramenta de propagação dessas experiências a rádio escolar. Palavras-chave: Ensino de história; rádio escolar; metodologia ativa; dever de memória.
Membros da Banca:
Presidente - MARION MACHADO CUNHA - UNEMAT
Membro Interno - OSVALDO MARIOTTO CEREZER - UNEMAT
Membro Externo ao Programa - AUMERI CARLOS BAMPI - UNEMAT
Bancas - 2023
Data: 30/11/2023 Hora: 09:00
Local: Unemat Cáceres MT
Título: EDUCAÇÃO PATRIMONIAL: O REAL FORTE PRÍNCIPE DA BEIRA COMO POSSIBILIDADE PARA A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO HISTÓRICO
Palavras-chave: Real Forte Príncipe da Beira, Memória, Património Cultural e Ensino de História
Páginas: 42
Resumo: Atendendo às exigências do Profhistória-UNEMAT, como requisito para a participação em banca de exame de qualificação, o presente texto faz parte da dissertação de mestrado intitulada EDUCAÇÃO PATRIMONIAL: O REAL FORTE PRÍNCIPE DA BEIRA COMO POSSIBILIDADE PARA A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO HISTÓRICO, propomos desenvolver estudo acerca das possíveis relações entre o Ensino de História e a Educação Patrimonial por meio de aulas campo a ser realizada com estudantes do Ensino Médio, contemplados pela disciplina de História de Rondônia, da Escola Estadual em Tempo Integral Juscelino Kubitscheck de Oliveira – Alta Floresta D’Oeste - RO, tendo como lugar de memórias as ruínas do antigo forte Real Forte Príncipe da Beira, localizado no município de Costa Marques – RO, distante 713 km de Porto Velho, situado à margem direita do rio Guaporé, e a cerca de 330 km de Alta Floresta D’Oeste. A partir da articulação entre o Ensino de História a Educação Patrimonial, o campo da História Local e as aulas campo, pretende-se apreender as possíveis potencialidades da produção dos saberes históricos dos estudantes da Educação Básica, tendo-os como protagonistas do processo de aprendizagem, estimulando a postura ativa de aprendizado, buscando a formação de sujeitos conscientes de sua historicidade. Nesse sentido, temos como proposta de material pedagógico, o desenvolvimento de Roteiro de Aula Campo no Ensino de História, a partir da concepção da História Local.
Membros da Banca:
Presidente - OTAVIO RIBEIRO CHAVES - UNEMAT
Membro Interno - MARLI AUXILIADORA DE ALMEIDA - UNEMAT
Data: 15/11/2023 Hora: 14:30
Local: Cáceres/MT
Título: HISTÓRIA CANTADA: A MÚSICA NA SALA DE AULA COMO FERRAMENTA FACILITADORA PEDAGÓGICA NA CONSTRUÇÃO DA CONSCIÊNCIA HISTÓRICA
Palavras-chave: Ensino de História; Música; Consciência histórica
Páginas: 61
Resumo: A pesquisa aborda a utilização da música como recurso pedagógico na sala de aula, visando facilitar a construção da consciência histórica em estudantes. Explora-se como a música pode enriquecer o processo de aprendizado, engajando os alunos de forma criativa e proporcionando uma compreensão mais profunda e significativa da história. O estudo discute estratégias eficazes para a incorporação da música no ensino de história, destacando seus benefícios na promoção do pensamento crítico e na conexão emocional com os eventos históricos. A análise evidencia a importância de um ambiente educacional que valorize a interdisciplinaridade e a diversidade cultural, potencializando a música como uma ferramenta pedagógica poderosa para aprimorar a consciência histórica dos estudantes. Para tanto é imprescindível que investiguemos a trajetória histórica das transformações no ensino de História no Brasil. Essa análise nos permitirá compreender a realização de cada modificação, identificando as circunstâncias em que ocorreram e sua conexão com os contextos políticos específicos de cada época. Somente dessa maneira poderemos alcançar uma compreensão abrangente da evolução do ensino ao longo do tempo e das novas ferramentas que podem ser utilizadas no processo de ensino-aprendizagem. A utilização da música como recurso facilitador na disciplina de história pode ser um estímulo valioso para os alunos. Empregar a música como instrumento didático-pedagógico no Ensino Básico para ensinar história pode revelar-se altamente eficaz e cativante. Essa abordagem pode tornar os conceitos históricos mais acessíveis, proporcionando uma forma de os alunos se conectarem com os eventos e contextos do passado.
Membros da Banca:
Presidente - MARIA DO SOCORRO DE SOUSA ARAUJO - UNEMAT
Membro Interno - FERNANDA MARTINS DA SILVA - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - BRUNO PINHEIRO RODRIGUES - UFMT
Data: 10/11/2023 Hora: 09:00
Local: UNEMAT ONLINE
Título: MULHERES NEGRAS NO ENSINO DE HISTÓRIA: ANÁLISE DOS LIVROS DIDÁTICOS DE CIÊNCIAS HUMANAS DO NOVO ENSINO MÉDIO.
Palavras-chave: Ensino de História; Mulheres Negras, Livro didático, Novo Ensino Médio.
Páginas: 62
Resumo: Esta dissertação é o produto de uma pesquisa realizada no Mestrado Profissional em Ensino de História (ProfHistória) da Universidade do Estado de Mato Grosso/UNEMAT, campus de Cáceres. O estudo está inserido na Linha de Pesquisa “Saberes históricos no espaço escolar”. A dissertação tem o objetivo de analisar a presença da história das mulheres negras e os significados atribuídos nos conteúdos de história das Coleções de Ciências Humanas do Ensino Médio, considerando o contexto das políticas educacionais, como a Lei 10.639/03, a Base Nacional Comum Curricular e a Reforma do Novo Ensino. Ao propormos essa pesquisa dentro do material didático do Novo Ensino Médio, entendemos que todo esse diálogo está inserido em um contexto histórico e político após 2016, durante o governo Michel Temer. A partir disso, compreendemos que ao ensinar a história das mulheres negras como sujeitos e parte integrante da história, é fundamental para o reconhecimento da pluralidade de experiências e da complexidade da nossa sociedade. Como referencial teórico utilizamos as perspectivas decoloniais e interseccionais baseada em uma abordagem mais inclusiva e representativa do Ensino de História, utilizando os conceitos de Colonialidade do poder, Racialização dos povos, Interseccionalidade e Colonialidade de gênero de autores como Akotirene (2019), Crenshaw (2001), Quijano (2005) e Lugones (2014). A metodologia escolhida a partir da abordagem qualitativa fundamentada por Bogdan, Biklen (1997), Lüdke; André (2018), Triviños (1987), Chizotti (2000) e Análise de Conteúdo de Bardin (1977) para análise dos dados. Entendemos que as mulheres negras foram sujeitdadas a ser representadas pela escrita da história de forma subordinada à perspectiva eurocêntrica e etnocêntrica da história, resultando num verdadeiro epistemicídio tanto na história das mulheres como na história da população negra.
Membros da Banca:
Presidente - OSVALDO MARIOTTO CEREZER - UNEMAT
Membro Interno - MARION MACHADO CUNHA - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - ANA CAROLINA DA SILVA BORGES - UFMT
Data: 30/10/2023 Hora: 09:00
Local: https://meet.google.com/zpv-ejqm-rod?authuser=0
Título: Coluna Prestes em Barra do Bugres: Usos do Patrimônio Histórico-Cultural no Ensino de História Local
Palavras-chave: Profhistória. Ensino de história. Consciência histórica. Memorialista.
Páginas: 45
Resumo: Esta dissertação resulta de uma pesquisa realizada no Mestrado Profissional em Ensino de História (ProfHistória) da Universidade do Estado de Mato Grosso/UNEMAT, campus de Cáceres e está inserida na linha de pesquisa Saberes Históricos no Espaço Escolar. Apresentaremos os episódios em torno da passagem da Coluna Prestes por Barra do Bugres, Mato Grosso em 20 de novembro de 1926 pelo viés da análise documental bibliográfica e patrimonial dos vestígios históricos presentes no município e seus ecos e releituras na contemporaneidade, principalmente pela análise das produções e acervo do memorialista Jovino Ramos. O objetivo da pesquisa é evidenciar as potencialidades pedagógicas para o ensino de história direcionado aos temas de história local, patrimônio histórico, análise documental e Coluna Prestes. A metodologia de pesquisa foi principalmente a análise bibliográfica com o levantamento do estado da arte das produções barrabugrensses e do acervo de obras escritas pelo memorialista Jovino Ramos (1999, 2001, 2003), análise dos monumentos históricos em Barra do Bugres. O recorte temporal dessa pesquisa está dividido em três, o primeiro deles são as inquietações do tempo presente que motivam a escrita, o segundo recorte temporal é o ano de 1926, ano do acontecimento e período final da Coluna Prestes e, por último, a década de 1990, quando houve a construção do monumento aos “Heróis Defensores de Barra do Bugres”. A pesquisa possibilitou a compreensão de que o trabalho com fontes que evidenciam a história local em sala de aula é necessário para o aluno compreender os processos históricos, como eles estão interligados em uma escala do micro ao macro e como são construídos e transformados em narrativa pelo processo de investigação do historiador, concluímos também como os documentos e os monumentos são criados e utilizados para legitimação de discursos ao longo dos anos. Como resultado dessa pesquisa, apresentamos um guia de ensino sobre história local utilizando como fontes a leitura e análise documentos e monumentos. Esse guia é pensado para auxiliar os professores em suas práticas docentes, com uma proposta metodológica alinhada a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ao Documento de Referência Curricular (DRC-MT) bem como às discussões da historiografia sobre uso do patrimônio histórico-cultural como fonte histórica em sala de aula, o guia pode auxiliar, para além dos eventos que versam sobre a Passagem da Coluna Prestes, outros que da mesma forma envolvam análise de fontes históricas.
Membros da Banca:
Presidente - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Interno - OTAVIO RIBEIRO CHAVES - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - ADILSON JÚNIOR ISHIHARA BRITO - UFPA
Data: 20/10/2023 Hora: 13:00
Local: Google Meet (https://meet.google.com/ohj-wmkv-rtd)
Título: ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA: CONTRIBUIÇÃO DA OBRA “QUANDO ME DESCOBRI NEGRA” NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE FEMININA NEGRA
Palavras-chave: Ensino de História - feminismo negro - história e literatura
Páginas: 59
Resumo: Esta pesquisa busca enfatizar que a história da população afro-brasileira, é marcada pela escravização e pelo lugar de inferioridade e submissão ao qual fora por muito tempo, dado aos africanos e seus afrodescendentes na historiografia brasileira, estando essa ideia de inferioridade pautada no eurocentrismo. Essa carga negativa que se construiu acerca dos povos africanos e seus descendentes no Brasil, acabou impossibilitando a muitas pessoas se identificarem com a população afro, sobretudo a mulher. A visão eurocêntrica acerca da população negra, se enraizou de tal maneira que os reflexos de tal visão são ainda sentidos atualmente em vários espaços e isso não é diferente no âmbito escolar, uma vez que foi nesse meio que me deparei com a permanência dos estereótipos acerca da população negra. Foi a partir dessa realidade que me despertou com maior interesse, o quão necessário seria abordar essa temática, para que os estudantes pudessem compreender que embora tenha ocorrido o silenciamento da população negra na historiografia, esse grupo não se manteve alheio aos diferentes contextos aos quais estavam inseridos. Diferente daquilo que é trazido pela historiografia tradicional, a população negra foi protagonista na História, a partir da atuação, resistindo, reivindicando e conquistando muitos dos direitos reivindicados.
Membros da Banca:
Presidente - FERNANDA MARTINS DA SILVA - UNEMAT
Membro Interno - OSVALDO MARIOTTO CEREZER - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - OLIVIA MACEDO MIRANDA DE MEDEIROS - UFT
Data: 20/10/2023 Hora: 08:00
Local: Google Meet (https://meet.google.com/arp-rvzf-vjd?authuser=0)
Título: POR UM ENSINO DE HISTÓRIA DE MATO GROSSO DESCOLONIAL: UMA ABORDAGEM A PARTIR DA OBRA BAOBÁ (2020)
Palavras-chave: Ensino de História - História Regional - História e Literatura
Páginas: 97
Resumo: Esta pesquisa tem o objetivo de trabalhar o ensino de história regional/local a partir da obra literária Baobá (2020), uma vez que, na condição de professora do ensino de base pude verificar que a história regional/local e o ensino de História e Cultura Africana e Afro-brasileira são duas fragilidades do atual ensino de História. A proposta desta pesquisa se concretizou com o ingresso no Programa de Mestrado Profissional em Ensino de História (ProfHistória), especificamente a partir de orientação, porém, a escolha da proposta desta pesquisa perpassa minha experiência enquanto docente na escola pública de ensino básico. Atuando a dez anos como professora na rede estadual, tanto no ensino fundamental como ensino médio, percebo a dificuldade em se trabalhar com a história regional/local decorrente de inúmeros fatores, dentre eles, talvez o principal seja a falta de material didático-pedagógico acessíveis a professores e principalmente aos estudantes.
Membros da Banca:
Presidente - FERNANDA MARTINS DA SILVA - UNEMAT
Membro Interno - MARIA DO SOCORRO DE SOUSA ARAUJO - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - EUDES FERNANDO LEITE - FUFGD
Data: 10/10/2023 Hora: 08:00
Local: Universidade do Estado de Mato Grosso - Banca virtual - Unidade Regionalizada Cáceres- Virtualo
Título: AS RELAÇÕES DE ENSINO E APRENDIZAGEM NO ENSINO DE HISTÓRIA E OS ALCANCES DA HISTÓRIA LOCAL NA EDUCAÇÃO BÁSICA
Palavras-chave: Ensino de história; História Local; História Oral; Metodologia Ativa; Pequena historiografia.
Páginas: 103
Resumo: Esta dissertação está voltada para a área de Ensino de História e insere-se no requisito do Programa de Mestrado Profissional em Ensino de História (ProfHistória). A pesquisa tem como objetivo analisar o desenvolvimento da aula-oficina no Ensino de História, a partir da concepção da História Local, na perspectiva da organização e da produção do saber histórico dos estudantes e tem como objeto as relações de ensino e aprendizagem no Ensino de História e os alcances da História Local na Educação Básica. Para atingir o objetivo desta dissertação, a sala de aula foi lócus da pesquisa realizada na disciplina de História com duas turmas que compõe a etapa do 9º ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual Deputado João Evaristo Curvo, localizada no município de Jauru, região oeste de Mato Grosso. A partir da análise dos resultados obtidos com a realização do diagnóstico foi possível verificar que a escola possuía alguns pontos frágeis que precisavam ser melhorados e um deles era o baixo índice de rendimento escolar que não estava de acordo com as metas estabelecidas pelo Ministério da Educação (MEC). O ensino da História Local, como campo do conhecimento e estratégias de aprendizagem, permite trabalhar diferentes níveis de escala de análise social, econômico e temporal. Trata-se de potencializar o estudante na comunidade em que vive e desenvolvendo sua historicidade, na mesma medida em que o organiza no campo da produção de conhecimento histórico, historiografia de um pequeno espaço, intencionando a criação de uma história plural, que privilegia grupos até então historicamente invisibilizados como mulheres, negros, indígenas entre outros. Produz-se diferentes mediações do sujeito estudante, inquerindo a realidade histórica, na mesma direção em que se institui como sujeito de história por vínculos e experiências, das marcas e eventos de espaço-tempo e tempo-espaço de sua vivência. O lugar da aprendizagem nessa vertente o implica por diferentes mediações de tempo e “lugares de memória” como condicionantes de historicidades dos estudantes.
Membros da Banca:
Presidente - MARION MACHADO CUNHA - UNEMAT
Membro Interno - MARIA DO SOCORRO DE SOUSA ARAUJO - UNEMAT
Membro Interno - OSVALDO MARIOTTO CEREZER - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - CARMEN LUCIA BEZERRA MACHADO - UFRGS
Bancas - 2022
Data: 20/04/2022 Hora: 14:00
Local: Google Meet
Título: ENSINO DE HISTÓRIA PARA PRIVADOS DE LIBERDADE NO PRESÍDIO DE SINOP: UM ESTUDO A PARTIR DAS NARRATIVAS ORAIS E ESCRITAS
Palavras-chave: Liberdade; Autonomia; Cidadania; História; Prisão.
Páginas: 57
Resumo: Esta dissertação, intitulada Ensino de História Para Privados de Liberdade no Presídio de Sinop: um estudo a partir das narrativas orais e escritas tem como objetivo compreender, por meio das narrativas orais e escritas, de que forma os privados de liberdade da cadeia pública de Sinop, Dr. Osvaldo Florentino “Ferrugem”, expressam sua percepção sobre o ensino de história e suas noções de liberdade, autonomia e cidadania. Para responder ao objetivo foi realizada uma pesquisa narrativa, por meio da escrita de um memorial sobre a trajetória de estudos na disciplina de história bem como entrevistas narrativas e memória para fins de produzir narrativas sobre a trajetória de estudos de privados de liberdade do presídio de Sinop que estão matriculados no Ensino Médio. A motivação para este estudo nasceu de um interesse pessoal em trabalhar dentro do presido, da crença e construção teórica de Paulo Freire sobre a educação libertadora e as relações de poder expressas por Foucault, principalmente sobre o poder e o saber, que contribui para a crítica a modernidade e seu projeto de controle, dominação e disciplinarização dos corpos. Neste sentido, Foucault destaca que para o exercício do poder disciplinar é fundamental que cada indivíduo esteja no seu devido lugar, para uma atenta e sistemática observação de seu comportamento, no intuito de poder sancioná-lo, controlá-lo, apreciá-lo. Esse lugar deve ser visto e percebido como útil, então surge a estrutura escolar, espaço que também facilita a vigilância e o controle sobre os indivíduos, pois são divididos por série, turma, distribuídos em filas, por gênero, por idade, tec. Fazendo uma análise mais pormenorizada de uma sala de aula, percebe-se, arquitetonicamente, que o local é bem semelhante a uma prisão, na sua conformação hierárquica, nos mecanismos de disciplinarização e em sua vigilância. Não é intenção fazer julgamentos, pois isso é uma função especifica da justiça, mas buscar o entendimento do porquê, durante sua vida escolar, ele foi levado, alguns, a abandonar a escola e se esse abandono tem ligação com a vida que resolveram escolher.
Membros da Banca:
Presidente - JAIRO LUIS FLECK FALCAO - UNEMAT
Membro Interno - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Interno - OSVALDO MARIOTTO CEREZER - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - SANDRA DE ALMEIDA FIGUEIRA - UNIRIO
Data: 23/03/2022 Hora: 19:30
Local: Cáceres
Título: CHIQUITANOS EM FOCO: da fundação da Vila Maria até o surgimento de São Luís de Cáceres
Palavras-chave: Fronteira Brasil-Bolívia, Território, Chiquitano
Páginas: 125
Resumo: Desta maneira, intentamos por meio deste projeto de pesquisa analisar o contexto de formação da povoação de Vila Maria do Paraguai na capitania de Mato Grosso, entre 1778, quando foi fundada, e 1874, quando aquela povoação foi elevada à categoria de município, destacando a contribuição dos indígenas Chiquitano nesse processo.
Membros da Banca:
Presidente - DOMINGOS SAVIO DA CUNHA GARCIA - UNEMAT
Membro Interno - MARLI AUXILIADORA DE ALMEIDA - UNEMAT
Membro Interno - OTAVIO RIBEIRO CHAVES - UNEMAT
Bancas - 2021
Data: 09/12/2021 Hora: 14:00
Local: Sala virtual https://meet.google.com/zya-oduf-jmu
Título: HISTÓRIA DAS MULHERES NEGRAS NOS LIVROS DIDATICO DE HISTÓRIA DO ENSINO FUNDAMENTAL EM MATO GROSSO
Palavras-chave: Mulheres Negras, Livros didáticos, Ensino de História
Páginas: 60
Resumo: Esta pesquisa tem como objetivo analisar como as mulheres negras foram representadas nos livros didáticos de história do ensino fundamental, da coletânea História, sociedade e cidadania de Alfredo Boulos Junior, referente ao triênio de 2017 a 2019. A investigação analisa as imagens, textos e atividades propostas nos conteúdos em que apresentam as experiências históricas dessas mulheres. Os materiais didáticos selecionados para a pesquisa são referentes aos livros utilizados nas turmas do sexto, sétimo, oitavo e nono ano do ensino fundamental. Como resultado da pesquisa será elaborado um caderno pedagógico, como produto a ser apresentado no programa de pós graduação profHistória. O caderno pedagógico tem como proposta apresentar história biográficas de mulheres negras que tiveram múltiplas experiencias históricas, além de um orientativo para auxiliar o trabalho do professor para incluir a história dessas mulheres no conteúdo programático.
Membros da Banca:
Presidente - FERNANDA MARTINS DA SILVA - UNEMAT
Membro Interno - OSVALDO MARIOTTO CEREZER - UNEMAT
Membro Externo ao Programa - ADRIANA DE CARVALHO MEDEIROS - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - ANA CAROLINA DA SILVA BORGES - UFMT
Data: 08/12/2021 Hora: 08:00
Local: https://meet.google.com/ary-zacf-drd?authuser=0
Título: ENSINO DE HISTÓRIA E O GOVERNO VARGAS (1930-1945): UMA ANÁLISE DE CHARGES
Palavras-chave: ProfHistória. Ensino de História. Conhecimento histórico escolar. Charges. Governo Vargas (1930-1945). BNCC.
Páginas: 127
Resumo: A presenta dissertação tem como objetivo principal a utilização de charges no ensino de História. A partir da análise dos principais documentos referentes a educação brasileira no século XX e início do século XXI, constatamos que só recentemente, a partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), da Lei de Diretrizes de Bases Lei 9394/96 (LDB) e da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é que a preocupação com métodos de ensino que utilizem fontes históricas e análise de documentos passaram a ser considerados competências e habilidades que devem orientar a prática dos professores de história nas escolas. Desse modo, seguindo essas orientações, fizemos uma seleção de charges publicadas entre 1930 e 1945, período conhecido como governo Vargas, que retratam os principais acontecimentos políticos que se consagraram como fatos históricos. As charges foram selecionadas por meio do site da Biblioteca Nacional, sessão Hemeroteca, e o periódico por nós escolhido foi a revista ilustrada Careta. Este trabalho se enquadra no campo teórico da história do imaginário, e enfatiza a importância do uso de fontes iconográficas para construção do conhecimento histórico escolar, onde alunos, professores e escola, de forma dialética, problematizam, questionam, ressignificam e produzem conhecimentos originais a partir dos currículos prescritos.
Membros da Banca:
Presidente - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Interno - JAIRO LUIS FLECK FALCAO - UNEMAT
Membro Interno - MARIA DO SOCORRO DE SOUSA ARAUJO - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - THIAGO CAVALIERE MOURELLE - UERJ
Data: 21/09/2021 Hora: 14:00
Local: Google Meet
Título: CONCEPÇÕES DE PROFESSORES E EM RELAÇÃO AO USO DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS DE REDE NO ENSINO DE HISTÓRIA
Palavras-chave: Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação; Educação; Ensino de História.
Páginas: 77
Resumo: Esta dissertação tem como objetivo analisar a percepção de professores acerca do uso das tecnologias digitais da informação e comunicação no ensino de história, a partir das narrativas orais, produzidas por meio da Metodologia da História Oral. Portanto, registrar as impressões acerca do impacto que as Tdics tem proporcionado ao ensino, principalmente no contexto da pandemia, as mudanças ocorridas, a maneira de trabalhar com as Tdics antes e depois da pandemia, além das análises documentais dos relatórios e atas de reuniões pedagógicas, do Projeto Político Pedagógico e do Regimento da Escola e Registos em Caderno de Ocorrências, o que traz indícios da percepção dos docentes de história sobre a relação tecnologias digitais versus ensino de história e conhecimento histórico. Para o desenvolvimento dessa dissertação partimos das seguintes questões: Como os professores percebem os benefícios, desafios e malefícios do uso das tecnologias digitais no ambiente escolar antes e depois da pandemia? Como os professores de História apropriam-se das interfaces da cultura digital para desenvolvimento do Ensino de histórica em sala de aula? Para responder essas questões foram realizadas entrevistas com cinco professores de história de uma estadual localizada na periferia de Cuiabá. Com os avanços das tecnologias, é possível que os educadores ampliem a relação ensino-aprendizagem, fazendo uso de recursos que diminuam as barreiras físicas e do tempo, indo além da sala de aula convencional. O que há pouco tempo era privilégio apenas das famílias ricas já vem se tornando uma realidade para as famílias mais pobres, apesar de ainda existir muita exclusão digital, e esse aspecto foi uma triste realidade no ensino remoto. Por outro lado, no ensino presencial, a escola é um importante espaço de acesso aos estudantes ao mundo digital, pois um professor e seus alunos com possibilidade de acesso a um simples tablete e acesso à internet pode demonstrar diversas situações de forma virtual, como por exempli, a vida e a cultura de uma determinada região do país em estudo ou mesmo a busca de informações e pesquisas, além de forma de escrita coletiva e colaborativa. Sendo assim, o uso das ferramentas da tecnologia permite maior disponibilidade de informações e recursos para o educando, podendo tornar o processo educativo mais dinâmico, eficiente e inovador.
Membros da Banca:
Presidente - JAIRO LUIS FLECK FALCAO - UNEMAT
Membro Interno - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Interno - OSVALDO MARIOTTO CEREZER - UNEMAT
Membro Externo ao Programa - ARIELE MAZOTI CRUBELATI MUSIALAK - UNEMAT
Data: 07/05/2021 Hora: 13:00
Local: Google Meet
Título: ENSINO DE HISTÓRIA E FACEBOOK: IMPLICAÇÕES NA CONSCIÊNCIA HISTÓRICA DE ESTUDANTES DO TERCEIRO ANO DO ENSINO MÉDIO DE UMA ESCOLA PÚBLICA DE MIRASSOL D’ OESTE
Palavras-chave: Consciência histórica; Didática da História; valorização do humano
Páginas: 149
Resumo: A presente dissertação cuja linha de pesquisa é Linguagens e Narrativas Históricas, apresenta em seu final uma pesquisa com alunos de escola pública, em que procurou-se entender a consciência histórica dos mesmos a partir de postagens na rede social Facebook, no entanto, começa-se apresentando um pouco do histórico político educacional brasileiro a partir dos anos 1960, bem como seus desdobramentos até a presente data. Nos desdobramentos educacionais discutimos a construção da Didática da História com sua origem e função política dos estudos históricos tal como houve a necessidade de mostrar a importância da História para a sociedade alemã, pode se dizer que a partir da Didática da História é que surge o conceito Educação Histórica, um campo de pesquisa Inglês. É um campo de pesquisa que não comunga com as fazes de desenvolvimento piagetiano, independente da idade pode-se aprender história a qualquer momento da vida. Tal aprendizagem constrói a consciência histórica, esta é modificada constantemente conforme a experiência de vida da pessoa. A consciência histórica é expressa por meio da capacidade de narrar, e é necessário entender as narrativas, compreendendo a narrativa compreende-se a tipologia da consciência histórica. A consciência histórica é libertadora, ela pode atuar no sentido de proporcionar com que o sujeito seja um crítico de sua sociedade, bem como saiba seu papel social. Ocorre que para trabalhar com o desenvolvimento da consciência histórica é necessário trabalhar com os conceitos substantivos e de segunda ordem, trabalho orientado pela literacia histórica e pela didática da história, esta é um conhecimento teórico que para muitos estudiosos do ensino de história é um campo do saber, uma área de conhecimento. A didática da história também ajuda no desenvolvimento da consciência histórica a partir do momento que procura entender o conhecimento comum, o científico e o escolar para propor o debate reflexivo de crescimento dos sujeitos. Para alguns pesquisadores é possível fazer a transposição didática, ou seja, pegar o conhecimento científico e facilitar o entendimento para os alunos, outros usam o temo mediação didática, porém, parece não mudar nada em termos de atuação em relação a transposição didática. Rüsen é um pensador que não defende a transposição nem a mediação, para ele somente facilitar no vocabulário com os alunos é o ideal, visto que, o objetivo do ensino escolar é trabalhar a partir do que o aluno apresenta espontaneamente de conhecimento e se apresenta é porque tem algum saber e é a partir dele que o professor irá atuar. A valorização do saber do aluno é abundantemente explorada na dissertação com pensadores da educação, da psicologia, do ensino de história e com apontamentos das ligações entre eles. Desenvolvimento humano é apresentado pelos teóricos como: Barca, Carrenho, Tassinari, Pinto, Cerri, Fonseca, Freire, Lee, Rogers, Rosa, Rüsen, Schmidt, destes os que mais foram utilizados, pilares principais: Cerri, Freire, Rogers e Rüsen. Ademais, discute-se bastante as TCIs na atualidade e suas consequências escolares e sociais como um todo.
Membros da Banca:
Presidente - JAIRO LUIS FLECK FALCAO - UNEMAT
Membro Interno - MARIA DO SOCORRO DE SOUSA ARAUJO - UNEMAT
Membro Interno - REGIANE CRISTINA CUSTODIO DE FIGUEIREDO - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - RAFAEL SADDI TEIXEIRA - UFG
Data: 23/04/2021 Hora: 09:00
Local: UNEMAT via google meet
Título: MEMES QUE “FORAM LONGE DEMAIS”: REPRESENTAÇÕES E ENSINO DE HISTÓRIA
Palavras-chave: ProfHistória. Ensino de História. Memes. Datas Históricas.
Páginas: 42
Resumo: RESUMO Nesta pesquisa analisamos fontes relacionadas as datas históricas: o 19 de abril – O dia do Índio; o 15 de novembro – Proclamação da república e o 20 de novembro – O dia da Consciência Negra para se Ensinar História do Brasil no presente por meio de memes. Os procedimentos teóricos-metodológicos utilizados nesse estudo aportam-se em analises das representações sobre as datas históricas, dialogando com autores do campo da História das tecnologias virtuais – memética e Ensino de História. A partir dessa pesquisa propomos um material pedagógico para utilizar os memes nas aulas de História.
Membros da Banca:
Presidente - MARLI AUXILIADORA DE ALMEIDA - UNEMAT
Membro Interno - OSVALDO MARIOTTO CEREZER - UNEMAT
Data: 22/04/2021 Hora: 14:00
Local: UNEMAT via google meet
Título: SABERES AGROECOLÓGICOS NA ESCOLA INDÍGENA XINUI MỸKY: PROTAGONISMO NO ENSINO DE HISTÓRIA
Palavras-chave: ProfHistória. Educação Escolar Indígena. Ensino de História. Saberes Agroecológicos. Protagonismo.
Páginas: 43
Resumo: A partir da convivência e das experiências como professor e coordenador pedagógico na Escola Estadual Indígena Xinui Mỹky de 2015 a 2020, e a partir da introdução do Ensino Médio Integrado à Educação Profissional (EMIEP) - Curso Técnico em Agroecologia em 2016 esta pesquisa buscou compreender de que maneira ocorre o Ensino de História por meio dos saberes agroecológicos e interface com a cultura povo Mỹky. Saberes agroecológicos entendidos como ciência, movimento social e prática. Esta abordagem deve-se a concepção que a comunidade Mỹky tem sobre a escola, pois os anciãos e anciãs se preocupam que a escola ensine sua cultura e exigem que os estudantes e professores participam dos rituais sagrados e principalmente do feitio da roça, ritual ou familiar, em todas as suas etapas. Utilizamos como fontes os materiais didáticos, escritos ou audiovisuais elaborados pelos professores da escola, o Projeto Político Pedagógico (PPP), o Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas (RCNEI), os registros sobre as Semanas Culturais programadas pela escola, registros das aulas práticas e visitas técnicas. Buscou-se a partir da Lei 11.645/08, conectar esses documentos às concepções teóricas de Baniwa (2013), Melià (1978, 1999) para compreender o desenvolvimento histórico da educação escolar indígena no Brasil; Bittencourt (1994, 2010) os conceitos de ensino de História, Costa (2018) e Monteiro (1995) protagonismo indígena, Rocha (2018) História Temática. Nossa indagação foi como ocorre o ensino de História e cultura do povo Mỹky na escola Estadual Indígena Xinui Mỹky? Nesta perspectiva a pesquisa contribui com reflexões sobre propostas de ensino de saberes agroecológicos e históricos do povo Mỹky que visam auxiliar na formação metodológica dos professores indígenas. Assim, está em andamento a elaboração um produto pedagógico intitulado Oficina Pedagógica para professores sobre o Ensino de História, Saberes e Práticas Agroecológicas, Culturais e Sustentáveis, a partir das experiências e práticas agroecológicas desenvolvidas pela escola de 2016 a 2020. Assim os professores indígenas e estudantes possam ser protagonistas no Ensino de sua própria História tendo como ponto de partida a sua identidade e cultura. Esta oficina tem três sessões; a primeira sessão é uma proposta para trabalhar o Projeto de Vida dos estudantes a partir da identidade pessoal e coletiva com ênfase na História e Cultura do povo Mỹky; a segunda sessão traz orientações de como trabalhar a pesquisa e o ensino dos saberes agroecológico a partir do conhecimento dos anciãs e anciões por meio dos saberes agroecológicos, históricos e culturais e por fim na última sessão traz indicativos de temas para serem trabalhados nas aulas práticas.
Membros da Banca:
Presidente - MARLI AUXILIADORA DE ALMEIDA - UNEMAT
Membro Interno - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Externo ao Programa - MONICA CIDELE DA CRUZ - UNEMAT
Data: 28/01/2021 Hora: 14:00
Local: UNEMAT - Via Plataforma Google Meet
Título: A INICIAÇÃO CIENTÍFICA NO ENSINO DE HISTÓRIA: APRENDIZAGENS SOBRE ROLIM DE MOURA – RO
Palavras-chave: Aprendizagens. Iniciação Científica. Pesquisa. Ensino de História. ProfHistória.
Páginas: 70
Resumo: A presente dissertação resulta de uma pesquisa realizada no Mestrado Profissional em Ensino de História (ProfHistória) da Universidade do Estado de Mato Grosso/UNEMAT, campus de Cáceres. A iniciação científica como metodologia de aprendizagem no ensino de história local constitui-se objeto de estudo que mobilizou experiências de pesquisa em História com estudantes dos 3º anos da Escola Estadual de Ensino Médio em Tempo Integral Cândido Portinari, de Rolim de Moura – Rondônia. As pesquisas foram desenvolvidas em 2019 a partir de projetos de iniciação científica nas disciplinas de História e História de Rondônia tendo como objetos de estudo a história da formação do município de Rolim de Moura – RO. Os projetos de iniciação científica ocorreram com as orientações e colaboração do professor das disciplinas acima mencionadas, a partir da concepção de pesquisa-ação, pois, nesta concepção, ao mesmo tempo em que o professor é pesquisador e orientador de seus estudantes, ele próprio pesquisa a sua ação de trabalhar a iniciação científica (projeto e pesquisa) com estudantes do ensino médio e quais as contribuições desta ação para o ensino de História. Os principais referenciais teóricos utilizados neste trabalho são dos autores que discutem sobre o ensino de História no Brasil: Bittencourt (2018), Guimarães (2018) e Silva (2003), a concepção de pequisa-ação: Thiollent (2011) e Tripp (2005) e a concepção de pesquisa e iniciação científica: Demo (2011) e Freire (2016) e Bagno (2014). A metodologia empregada para a composição das fontes são os relatos de experiências produzidos a partir de resumo expandidos pelos estudantes que desenvolveram os projetos de iniciação científica e de entrevistas, que foram realizadas por meio da metodologia da história oral a partir da concepção teórica de Alberti (2004) que a concebe como metodologia. A iniciação científica mostrou-se uma significativa metodologia didática para o ensino de História, uma vez que contribuiu para o estudo da história do município de Rolim de Moura, proporcionando aos estudantes aprendizados sobre a história local em conexão com a regional e nacional, proporcionando a experiência de desenvolver pesquisa no ensino médio a partir dos projetos de iniciação científica desenvolvidos.
Membros da Banca:
Presidente - REGIANE CRISTINA CUSTODIO DE FIGUEIREDO - UNEMAT
Membro Interno - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Interno - MARLI AUXILIADORA DE ALMEIDA - UNEMAT
Membro Externo ao Programa - JOSE PEREIRA FILHO - UNEMAT
Bancas - 2020
Data: 16/12/2020 Hora: 08:00
Local: UNEMAT - Cárceres
Título: O ENSINO DE HISTÓRIA E A LEI Nº. 11.645/08: ENTRE O DEVER DE MEMÓRIA E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
Palavras-chave: Lei nº. 11.645/08. Ensino de História. Dever de Memória. Vivências e Experiências Docentes.
Páginas: 66
Resumo: A presente pesquisa teve por objetivo analisar como ocorre a implementação da Lei Federal nº. 11.645/08 na educação básica em Lambari D’Oeste/MT a partir das vozes de professores egressos do Curso de Licenciatura Plena em História, da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), Campus Cáceres, que atuam nas escolas municipais e estaduais do município. Utilizamos fontes orais com entrevistas com professores da disciplina de História, valendo-se de estudos de documentos, como orientações curriculares nacionais e estaduais, diretrizes e bibliografias sobre o tema. Nossa inquietação é compreender as múltiplas vozes dos colaboradores: suas vivências e experiências sobre suas práticas pedagógicas a respeito do tema estudado.
Membros da Banca:
Presidente - MARION MACHADO CUNHA - UNEMAT
Membro Interno - OSVALDO MARIOTTO CEREZER - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - WALTER GÜNTHER RODRIGUES LIPPOLD - IFRS
Data: 04/12/2020 Hora: 14:30
Local: UNEMAT via remota
Título: Ditadura civil-militar brasileira e o ensino de história pela dimensão das matérias jornalísticas do jornal “correio cacerense” (1968-1978)
Palavras-chave: Ditadura Civil-Militar; Ensino de História; Jornais; ProfHistória
Páginas: 73
Resumo: A presente pesquisa estuda as formas como a ditadura civilmilitar brasileira foi veiculada nos noticiários do Jornal Correio Cacerense, na cidade de Cáceres/MT, como um material de suporte ao Ensino de História. As análises das publicações estão centradas na influência da imprensa na formulação de opiniões no cotidiano da cidade e as prováveis intervenções sociais e políticas que aconteceram durante a vigência do regime, especialmente entre 1968 e 1978. Considerando que as fontes documentais se constituem como uma memória sobre os acontecimentos e assim, tomando o Jornal Correio Cacerense como suporte de memórias sócio-históricas, o quê ainda é lembrado e o quê não foi conhecido e/ou esquecido sobre o Regime Civil-Militar em Cáceres? Que comportamentos político-sociais essas memórias podem revelar? Como o ensino de história sobre a ditadura civil-militar se torna possível tomando os jornais como objeto de investigação e conhecimento didático-pedagógico sobre esse passado recente? Que metodologias são possíveis para trabalhar essa temática, tornando as aulas de história mais atrativas e mais compreensíveis? Que leituras os alunos podem fazer sobre esse tempo histórico na cidade de Cáceres quando manuseiam os jornais? Para refletir sobre essas questões, recorremos às autoras Bittencourt (2011; 2017), Fonseca (2011), Schmidt e Cainelli (2004), Fonseca (1993), dentre outros, para discutir o ensino de história utilizando fontes documentais. Desta forma, entendemos que o uso da mídia impressa como fonte para o ensino de História abre um leque de possibilidades para despertar o entendimento crítico, o gosto pela prática da leitura e a construção de argumentos históricos na aprendizagem dos estudantes. As leituras e os debates acerca das notícias veiculadas nos jornais ajudam e favorecem a proximidade dos alunos com as vivências locais, seja de seu bairro, sua cidade, seu Estado, do seu país, com a possibilidade de fazer relações e/ou conexões com o mundo. Nessa ótica, estamos pensando o ensino de História a partir das matérias jornalísticas como fonte de investigação histórica, que contribui para uma formação escolar mais consistente na cidadania dos alunos. Por fim, pensando na perspectiva da Educação Histórica, estamos desenvolvendo uma Unidade Temática Investigativa, que consiste na elaboração de um plano didático-pedagógico que possibilite a utilização dessas fontes documentais nas práticas de ensino de história.
Membros da Banca:
Presidente - MARIA DO SOCORRO DE SOUSA ARAUJO - UNEMAT
Membro Interno - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - LUIS CESAR CASTRILLON MENDES - FUFGD
Data: 30/11/2020 Hora: 14:00
Local: Cácres, MT
Título: ENSINO DE HISTÓRIA E A EDUCAÇÃO PATRIMONIAL EM SALA DE AULA: Sujeitos e Memória na Cidade de Rondonópolis-MT
Palavras-chave: Patrimônio Cultural, Memória, Lugares de Memória, Educação Patrimonial. Ensino de História Cultural Heritage, Memory, Places of Memory, Heritage Education.History teaching.
Páginas: 59
Resumo: A presente pesquisa teve por objetivo compreender o Ensino de História e a Educação Patrimonial como instrumentos de conscientização para preservação da História local, valorizando a identidade dos alunos através de seus múltiplos lugares de memória. Ela se insere na linha de pesquisa do PROFHISTÓRIA: “Saberes Históricos em diferentes Espaços de memória”, uma vez que procura inserir no ensino da disciplina de História, na rede pública do município de Rondonópolis-MT no Ensino Médio, a Educação Patrimonial e o ensino de História Local. Assim, a pesquisa se propõe dar visibilidade a história da cidade de Rondonópolis em Mato Grosso, problematizando as ações dos diversos grupos e atores sociais que vivenciaram os distintos períodos da cidade. Como também o contexto de vivência diária dos estudantes no bairro em que moram, possibilitando o surgimento de informações como enriquecimento às ações didáticas na aula de História. A escola é o local privilegiado para trabalharmos conceitos de Identidade, Memória, Temporalidade, Patrimônio Cultual.
Membros da Banca:
Presidente - OTAVIO RIBEIRO CHAVES - UNEMAT
Membro Interno - JOAO IVO PUHL - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - RICARDO TADEU CAIRES SILVA - UNESPAR
Data: 30/11/2020 Hora: 08:30
Local: Cáceres, MT
Título: ENSINO DE HISTÓRIA, EDUCAÇÃO PATRIMONIAL E LUGARES DE MEMÓRIAS - CÁCERES – MT
Palavras-chave: Ensino de História – Patrimônio Cultural – Memória – Patrimônio Afetivo
Páginas: 60
Resumo: O presente trabalho tem como objeto de pesquisa o patrimônio cultural de Cáceres – MT, buscar refletir e dialogar com o ensino de História na educação básica, valorizando o patrimônio afetivo que envolve a comunidade escolar, sua memória e os espaços cotidianos. Tem como objetivo compreender a importância do ensino de História para conhecer e valorizar o patrimônio e os lugares de memórias que tem significado e estão ligados aos alunos. O trabalho esta organizado em três capítulos, no primeiro apresentamos uma discussão teórica a cerca dos conceitos que envolvem a temática, assim como também a apresentação do local onde a pesquisa se desenvolve. No segundo capítulo apresentamos o patrimônio oficial da cidade de Cáceres, com ênfase no patrimônio afetivo dos alunos. No terceiro capítulo apresentamos o resultado das atividades desenvolvidas na escola com os alunos das turmas de 6º, 7º e 8º anos. Tem como um dos objetivos a produção de um material didático-pedagógico que busca valorizar a História e o patrimônio afetivo dos alunos e também auxiliar professores e alunos no processo de ensino-aprendizagem.
Membros da Banca:
Presidente - OTAVIO RIBEIRO CHAVES - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - EULALIA MARIA APARECIDA MORAES DOS SANTOS - UNESPAR
Data: 25/11/2020 Hora: 14:00
Local: Virtual
Título: COMPOSIÇÃO MUSICAL NO ENSINO DE HISTÓRIA: UMA METODOLOGIA POSSÍVEL
Palavras-chave: ProfHistória, Ensino de História, Composição Musical
Páginas: 99
Resumo: Esta dissertação em ensino de História, versa sobre o uso da composição musical como metodologia possível à aprendizagem crítica dos conteúdos de História. O problema que motivou a investigação foi verificar como se dá o fenômeno do emprego de linguagens diferenciadas no ensino de História. Essa investigação objetiva conhecer e aprimorar metodologias viáveis para o uso da musicalidade no ensino de História; criar estratégias para ensinar os conteúdos do livro didático, por meio da composição de músicas em parceria com alunos do ensino fundamental; diferenciar métodos de ensino em História por meio do emprego da composição musical, com a intenção de cognição histórica; avaliar os estudantes do Colégio Tiradentes da Polícia Militar – CTPM – V, localizado na cidade de Vilhena – RO, com o propósito de verificar a aprendizagem pretendida com a pesquisa. Para fundamentar teoricamente a pesquisa, com relação aos processos da educação e do ensino, utilizou-se Carla Beatriz Meinerz (2010), Circe Bittencourt (2011), Paulo Freire (2005), Ana Maria Ferreira da Costa Monteiro (2007) e Selva Guimarães (2012). Na perspectiva de analisar o emprego da música no ensino de História, recorreu-se às obras de Tiago Madolozzo (2015), José D’Assunção Barros (2018) e Ramon Bezerra Souza (2018). É uma pesquisa de abordagem qualitativa do tipo descritiva. No que tange à coleta de dados dos resultados das oficinas realizadas em sala de aula no ano de 2019, tendo a composição musical com temas históricos, com o recurso da realização de aulas de História, envolvendo alunos do ensino fundamental. Como propõe a pesquisa, com o desenvolvimento da prática pedagógica mediante oficinas em sala de aula, realizou-se a coleta de relato das experiências, assim como a descrição das ações realizadas. Por conseguinte, a investigação contribui para compreender a relação entre professor e aluno envolvidos no processo de ensino de História com a realização de composição de músicas com temas históricos. Com a dissertação em pauta, verificou-se que, a aprendizagem sobreveio de maneira significativa, uma vez que, os alunos, relacionaram seus saberes com as propostas de conteúdo detectando as rupturas e permanências dos acontecimentos. Essa pesquisa, apresenta o posicionamento crítico dos alunos ao constatarem e proferirem sobre os aspectos de exclusão, exploração, machismo e discriminação, nos conteúdos propostos para as oficinas. Além disso, destaca a importância de diferentes linguagens para o ensino de História. Como produto, foram elaborados três vídeos musicalizados, elaborados a partir das composições realizadas nas oficinas. Os vídeos ilustrados com desenhos autorais dos alunos ficarão disponíveis em plataforma digital para que os professores possam utilizá-los em suas aulas de História.
Membros da Banca:
Presidente - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Interno - MARLI AUXILIADORA DE ALMEIDA - UNEMAT
Membro Interno - REGIANE CRISTINA CUSTODIO DE FIGUEIREDO - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - SANDRA CRISTINA FAGUNDES DE LIMA - UFU
Data: 24/11/2020 Hora: 14:00
Local: Virtual
Título: GAMIFICAÇÃO NO ENSINO DE HISTÓRIA
Palavras-chave: ProfHistória. Ensino de História. Gamificação
Páginas: 92
Resumo: A presente dissertação tem como propósito, refletir e compreender o uso da Gamificação como uma metodologia ativa no Ensino de História, cuja finalidade é viabilizar a ação do estudante na construção do conhecimento, visto que, a realidade atual tem revelado a necessidade que os jovens e os adolescentes têm para com formas de ensino que lhes sejam mais apropriados. Se considerássemos que a sala de aula pode ser vista com a ideia de um “jogo”, no qual o professor tem o papel de ensinar e os estudantes precisam realizar diversas tarefas que lhes atribuam uma pontuação ou conceito, para que ao final, estes recebam uma premiação, isto é, a aprovação ou a reprovação no final ano. Nesse caso, seria interessante se refletíssemos na seguinte questão: esse “jogo” é um bom “jogo”? Para refletir e discutir essa questão, optou-se por autoras que são referências no Ensino de História, como Isabel Barca, Flávia Eloisa Caimi, Thais Nívia de Lima Fonseca, entre outros. Trata-se de uma pesquisa a princípio bibliográfica, mas participante, pois durante a investigação foram construídas juntamente com a participação dos estudantes várias aulas gamificadas. Inicialmente é apresentada uma conceituação teórica concisa com Maude Bonenfant, Sébastien Genvo e Luciane Maria Fadel et al., entre outros. Como se trata de uma Metodologia Ativa aplicada no Ensino de História, foi desenvolvida uma breve investigação acerca desse tema, relacionado a gamificação. Relacionada ao contexto do ensino de História para estudantes do Ensino Fundamental anos finais, a gamificação é entendida como uma metodologia que promove o protagonismo e desenvolve habilidades, possibilitando maior aprendizagem, pois opera como um motor motivador e faz com que os estudantes se sintam participantes do processo. Por entender que o diálogo permanente sobre o uso da gamificação no Ensino de História é um caminho para a melhoria da prática profissional de professores que queiram trabalhar com esta metodologia, foi que surgiu a intenção de construir um livro que apresente essa discussão e com sugestões para gamificar aulas de História. Por fim são apresentados exemplos de prática de gamificação e jogos de aprendizagem, usados nas aulas de História, dentre outras, antes e durante a pandemia da Covid-19 com análise dos aspectos positivos e dos problemas identificados.
Membros da Banca:
Presidente - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Interno - JAIRO LUIS FLECK FALCAO - UNEMAT
Membro Interno - OSVALDO MARIOTTO CEREZER - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - MARCELO PANIZ GIACOMONI - UFRGS
Data: 06/11/2020 Hora: 14:00
Local: Unemat Cáceres (via Google meet)
Título: ENTRE SABERES E PRÁTICAS DOCENTES: IMPLEMENTAÇÃO DA LEI FEDERAL N° 10.639/03 NA EDUCAÇÃO BÁSICA NA CIDADE DE POCONÉ (Mato Grosso, Brasil)
Palavras-chave: Lei Federal n° 10.639/03; saberes e práticas docentes; ProfHistória
Páginas: 97
Resumo: A presente pesquisa tem por objetivo analisar como se deu a implementação da Lei Federal n. 10.639/03 na educação básica em Poconé/MT a partir de uma escola Estadual da cidade, em especial, dos saberes e práticas mobilizados por professores de História, Arte e Língua Portuguesa que têm em comum o trabalho na escola escolhida como lócus de pesquisa, mas atuam ou atuaram em outras do município. Utilizamos fontes orais com entrevistas com professores das disciplinas de História, Artes e Literatura, áreas focadas pela lei estudada e fontes documentais, tais como leis, diretrizes e orientações curriculares nacional e estadual, documentos escolares e bibliografia sobre o tema. Utilizamos a entrevista oral baseada nos procedimentos da história oral temática e buscamos construir um diálogo entre os registros orais e as fontes documentais. A investigação se baseou na abordagem qualitativa somada a perspectiva teórica intercultural crítica e os estudos decoloniais. Nossa preocupação é compreender as múltiplas vozes e percepções dos colaboradores, evidenciando a pluralidade de ideias, representações e concepções sobre o tema estudado. Nossas inquietações dizem respeito a pensar se e como tem sido a decolonização dos saberes na educação básica, o que tem sido feito para o combate ao racismo, o preconceito e a exclusão social dos negros para que haja reconhecimento desses sujeitos que historicamente não têm sido reconhecidos na modernidade/colonialidade. Em suma, como a história e a cultura africana e afro-brasileira foram inseridas no lócus de pesquisa. A dissertação está organizada em três capítulos. No primeiro capítulo discutimos e apresentamos reflexões sobre a História do Ensino de História e do ensino das relações étnico-raciais no Brasil. No segundo capítulo os professores colaboradores são apresentados e analisamos seus saberes e práticas a partir de suas narrativas a respeito de temáticas fundamentais em torno do que versa a lei estudada, tais como, formação inicial e continuada, opinião a respeito da obrigatoriedade do estudo das temáticas africana e afro-brasileira na educação básica e do racismo e discriminação na escola e na sociedade. No terceiro capítulo a análise foi realizada a partir dos saberes e práticas dos professores pensando nas transformações no currículo escolar no tocante ao ensino das temáticas africana e afro-brasileira. Além da narrativa dos professores colaboradores, utilizamos como referência diretrizes e orientações curriculares e nacionais e os PPPs da escola. Buscamos contribuir para o debate a respeito dos saberes e práticas dos professores no tocante ao ensino das relações étnico-raciais na educação básica contemporânea.
Membros da Banca:
Presidente - OSVALDO MARIOTTO CEREZER - UNEMAT
Membro Interno - FERNANDA MARTINS DA SILVA - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - BRUNO PINHEIRO RODRIGUES - UFMT
Bancas - 2019
Data: 23/10/2019 Hora: 14:00
Local: Campus Universitário de Cáceres
Título: O USO DE JORNAIS COMO RECURSO DIDÁTICO NO ENSINO DE HISTÓRIA: ALTA FLORESTA (1976-1982)
Palavras-chave: ProfHistória. Ensino de história. Recurso didático.
Páginas: 98
Resumo: Esta dissertação propõe uma reflexão sobre o uso de jornal como recurso didático no ensino de história local na educação básica1 . O objetivo geral é pensar o ensino de história por meio do uso das reportagens jornalísticas que abordem as narrativas sobre a colonização de Alta Floresta (1976-1982) no intuito de propiciar a reflexão e a criticidade em torno das informações, construindo laços entre o conhecimento da sociedade (saber cotidiano oriundo da experiência) e o saber escolar. Para a concretização desta ação é realizada a análise dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNEM, 2006), da Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2018), de reportagens jornalísticas sobre a colonização de Alta Floresta no período em estudo de modo a evidenciar a contextualização sobre a reocupação territorial dos “espaços vazios” no norte de Mato Grosso (observando as ações do governo de Getúlio Vargas e da ditadura militar que se implantou pós 1964) e a relação entre os saberes cotidianos, o ensino de história e o ensino de história local. Por fim, aos professores de história da educação básica é proposta uma sequência didática que oferece um plano de aula e um roteiro contendo orientações para se trabalhar o ensino de história com o uso de jornal como recurso didático.
Membros da Banca:
Presidente - REGIANE CRISTINA CUSTODIO DE FIGUEIREDO - UNEMAT
Membro Interno - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Externo ao Programa - JOSE PEREIRA FILHO - UNEMAT
Data: 23/10/2019 Hora: 14:00
Local: Campus Universitário de Cáceres
Título: O ENSINO DE HISTÓRIA LOCAL: IMAGENS E RELATOS DE MULHERES DE RIO BRANCO-MT (1960/1970).
Palavras-chave: ProfHistória; Ensino de História; Guia Didático; Mulheres; Colonização
Páginas: 95
Resumo: Esta dissertação foi elaborada com o objetivo de realizar um estudo de História Local sobre o cotidiano das mulheres na Colônia Rio Branco-MT nos anos de 1960 e 1970, por meio de fontes iconográficas e relatos de experiências para a produção de um guia de atividades de ensino de História destinado à educação básica, dessa forma, se estabeleceu a conexão entre a pesquisa e o ensino de História. Uma breve discussão sobre historiografia, por meio das leituras de José de Assunção Barros, Silvia Helena Zanirato e Michel Certeau e sobre o ensino de História, dialogando com Circe Maria Fernandes Bittencourt, Selva Guimarães Fonseca, Flávia Eloisa Caimi, Maria Auxiliadora Schmidt, entre outros autores. As leituras de Boris Kossoy, Solange Ferraz de Lima e Vânia Carneiro de Carvalho foram fundamentais para desenvolver as análises das fotografias e de Ecléa Bosi, Verena Alberti e Alistair Thomson que clarearam os caminhos da História Oral e deram suporte para compreender o funcionamento da memória. Para nortear a pesquisa oral, foi proposto os seguintes questionamentos: Como narram as mulheres de Rio Branco o tempo vivido durante colonização recente? O que é marcante em suas narrativas? Para compreender o cotidiano das mulheres colonas as autoras Margareth Rago, Cristina Scheibe Wolff e Tereza de Lauretis foram fundamentais. Durval Muniz de Albuquerque inspirou a historicizar as relações formais e informais, fundamentais para compreender a História Local. José de Souza Martins evidenciou a necessidade de perceber a formação do espaço habitado nas e para as subjetividades humanas. Tais autores fortaleceram a ideia de análise da colonização de Rio Branco-MT pelo viés da História cultural. Stuart Hall e Jörn Rüsen auxiliaram na análise das imagens e dos relatos no sentido de discutir a questão da multiculturalidade e identificação alocadas no município. Alcir Lenharo, João Carlos Barrozo, Elizabeth Madureira Siqueira e Regina Beatriz Guimarães Neto possibilitaram situar alguns fatos sobre a colonização em Mato Grosso no século XX. Como produto final, a elaboração de um guia de atividades de ensino de História como uma proposta que visa a instrumentalização do ensino de História local por meio das fontes iconográficas e dos relatos orais, estimulando as aprendizagens e partindo do espaço de vivências dos discentes. Para compô-lo, contamos com as leituras de autores que aprimoraram os conhecimentos sobre História Local e o uso das fontes na sala de aula, como Selva Guimarães Fonseca, Thaís Nívia de Lima Fonseca e Circe Maria Fernandes Bittencourt. No eixo temático Identidade debatemos sobre o multiculturalismo presente no município, herança da sua ocupação. No eixo Produção, comercialização e trabalho na colônia Rio Branco, buscou analisar a produção e circulação de mercadoria, atentando-se para a presença feminina na economia da colônia. O eixo temático Natureza, ambiente e saúde abriu um leque de discussões de conhecimento interdisciplinar sobre os recursos hídricos e uma análise de precariedades sanitárias e de assistência à saúde em ambientes de colonização.
Membros da Banca:
Presidente - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Interno - REGIANE CRISTINA CUSTODIO DE FIGUEIREDO - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - LEONICE APARECIDA ALVES PEREIRA MOURAD - UFSM
Data: 27/09/2019 Hora: 14:00
Local: Campus Universitário de Cáceres
Título: AS MARCAS DA TERRA NAS MEMÓRIAS E SABERES HISTÓRICOS: os calos do saber
Palavras-chave: ProfHistória. Ensino de História. Terra. Conscientização. Memórias.
Páginas: 95
Resumo: Nesta Dissertação destaca-se o estudo do processo migratório pelos trabalhadores da terra na constituição da cidade de São José dos Quatro Marcos/MT, entre as décadas de 1960 e 1980. Com o objetivo de analisar e explicitar narrativas e saberes históricos para apreender as representações sociais produzidas sobre as marcas da terra, por meio das memórias da cidade. Sob a metodologia da História oral, utilizamos princípios da pesquisa qualitativa com caráter exploratório que somaram a documentos impressos da constituição do território em cidade, quer dizer, esta cidade constituída enquanto ambiente de memórias, compôs-se, reformulou e eliminou alguns saberes em detrimento de outros. As narrativas, nessa medida, balizaram o campo empírico da pesquisa. Portanto, essa pesquisa histórica direcionada para o Ensino de História se apresenta como possibilidades de conscientização no movimento com a História local com uma educação que valorize o conhecimento e experiências históricas dos sujeitos do local de pertencimento de alunos e professores e, em nosso caso, da cidade de São José dos Quatro Marcos/MT. Do processo de apreensão do objeto, a cidade de São José dos Quatro Marcos foi arregimentada por meio dos “jogos de poder” (promovido pelo Estado e capital econômico) que legitimavam e postulavam, em última instância, a capitalização da terra sob o movimento do mercado e da desvalorização dos calos do saber (as experiências e conhecimentos produzidos pelos próprios trabalhadores da terra), em nome da modernização.
Membros da Banca:
Presidente - MARION MACHADO CUNHA - UNEMAT
Membro Interno - OSVALDO MARIOTTO CEREZER - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - SUELY DULCE DE CASTILHO - UFMT