PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM ENSINO DE HISTÓRIA EM REDE NACIONAL
Bancas de Defesa
Bancas - 2026
Data: 02/10/2026 Hora: 19:00
Local: meet.google.com/qds-ggzq-xov
Título: ENSINO DE HISTÓRIA E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: POSSIBILIDADES E DESAFIOS NA CONSTRUÇÃO DA CONSCIÊNCIA HISTÓRICA
Palavras-chave: ProfHistória; Ensino de História; Educação; Tecnologias digitais; Formação de Professores.
Páginas: 127
Resumo: A crescente presença da Inteligência Artificial (IA) na sociedade contemporânea tem provocado transformações nas formas de produção e circulação do conhecimento, impactando diretamente o campo educacional. No ensino de História, essas mudanças são particularmente relevantes, pois envolvem processos de interpretação, construção de narrativas e formação da Consciência Histórica. Nesse contexto, esta dissertação tem como objetivo analisar as possibilidades e os desafios do uso da Inteligência Artificial no ensino de História, buscando compreender suas implicações pedagógicas e propor estratégias para sua utilização crítica. A pesquisa parte do seguinte problema: de que forma a Inteligência Artificial pode ser utilizada no ensino de História de maneira crítica e pedagógica, contribuindo para a formação da Consciência Histórica dos estudantes? Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza aplicada, baseada em revisão bibliográfica e na elaboração de um produto pedagógico. Como resultado, propõe-se um material voltado à formação de professores, especialmente da área de História, mas aplicável a outras disciplinas. O produto tem como finalidade oferecer subsídios teóricos e orientações práticas para o uso da IA no ensino, promovendo uma abordagem crítica e reflexiva. Espera-se contribuir para a formação docente e para o desenvolvimento de práticas pedagógicas alinhadas às demandas contemporâneas.
Membros da Banca:
Presidente - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Interno - FERNANDA MARTINS DA SILVA - UNEMAT
Membro Interno - REGIANE CRISTINA CUSTODIO DE FIGUEIREDO - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - RAFAEL NASCIMENTO GOMES - UNIPROJEÇÃO
Data: 30/09/2026 Hora: 14:00
Local: UNEMAT ONLINE
Título: A REPRESENTAÇÃO DE LUIZ GAMA NAS APOSTILAS DO SISTEMA ESTRUTURADO UTILIZADOS PELAS ESCOLAS ESTADUAIS DO ESTADO DE MATO GROSSO
Palavras-chave: ProfHistória; Luiz Gama; Ensino de História; Livro didático
Páginas: 108
Resumo: Este estudo teve como finalidade analisar a representação de Luiz Gama nas apostilas de História do 8º ano do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio do Sistema Estruturado de Ensino da Fundação Getúlio Vargas (FGV), utilizadas na rede estadual de Mato Grosso no ano de 2025, bem como no livro didático do 8º ano da coleção Projeto Araribá, distribuído pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), edição (2022–2025). A pesquisa tem como objetivo compreender de que maneira o protagonismo desse importante personagem do processo abolicionista é apresentado aos estudantes, considerando sua presença, os silenciamentos e as formas de marginalização, no contexto da Lei nº 10.639/03. A pesquisa fundamenta-se em uma abordagem qualitativa, de caráter documental, orientada pela perspectiva decolonial. Nesse sentido, a pesquisa buscou dialogar com as ideias de Aníbal Quijano, Walter Mignolo e Catherine Walsh, que discutem a colonialidade do poder e do saber, articuladas ao conceito de representação de Stuart Hall, às reflexões sobre racismo de Kabengele Munanga e às contribuições de Circe Bittencourt para a análise dos materiais didáticos. Os resultados da análise evidenciaram que, embora Luiz Gama esteja presente nos materiais analisados, sua abordagem ocorre de forma secundária, frequentemente restrita a seções complementares, com pouca profundidade analítica e reduzida problematização de sua atuação política e intelectual. Tal configuração revela a permanência de uma narrativa histórica de matriz eurocêntrica, que contribui para a marginalização do protagonismo negro no ensino de História. Conclui-se que a efetivação da Lei nº 10.639/03 ainda enfrenta limites no âmbito dos materiais didáticos, sendo necessária a revisão dessas narrativas a partir de uma perspectiva decolonial que reconheçam sujeitos historicamente invisibilizados e contribua para a construção de uma educação antirracista.
Membros da Banca:
Presidente - OSVALDO MARIOTTO CEREZER - UNEMAT
Membro Interno - MARION MACHADO CUNHA - UNEMAT
Membro Interno - REGIANE CRISTINA CUSTODIO DE FIGUEIREDO - UNEMAT
Data: 18/09/2026 Hora: 14:00
Local: https://meet.google.com/fig-emrs-fta
Título: A Construção da Memória Local: Ensino de História e Identidade Cultural em Jauru
Palavras-chave: Profhistória; História local; educação; Ensino de História.
Páginas: 136
Resumo: Esta dissertação analisa os processos históricos, sociais, culturais e políticos que contribuíram para a formação da identidade do município de Jauru, localizado na região sudoeste do estado de Mato Grosso. Partindo do problema de como a memória coletiva da comunidade jaurense foi construída a partir das experiências relacionadas à ocupação territorial, aos conflitos agrários e à religiosidade, a pesquisa busca compreender as dinâmicas que moldaram a trajetória histórica e as relações sociais e culturais da comunidade local. Metodologicamente, o estudo fundamenta-se na História Oral, por meio de entrevistas com moradores e sujeitos que participaram diretamente da construção histórica do município, complementada pela análise documental de fontes históricas, fotografias, registros oficiais e produções bibliográficas relacionadas à história local. O texto está organizado em três capítulos. O primeiro discute o ensino de História e a importância da História local na educação básica, abordando a História Oral como metodologia para a construção da memória. O segundo apresenta o processo de formação histórica de Jauru, desde a ocupação territorial iniciada na década de 1950, passando pelo desenvolvimento agrícola, pela influência da religião católica e pela atuação do padre Nazareno Lanciotti, até os conflitos agrários ocorridos nas décadas de 1980 e 1990. O terceiro capítulo apresenta o produto educacional resultante da pesquisa: uma página na internet voltada ao ensino da História local para professores e estudantes da educação básica, estruturada como uma cartilha virtual interativa com textos, imagens, relatos e orientações pedagógicas. Os resultados evidenciam que a memória coletiva de Jauru foi constituída a partir das experiências compartilhadas pelos primeiros moradores, das práticas religiosas, das relações comunitárias e dos conflitos vivenciados durante o processo de formação territorial. A pesquisa demonstra, ainda, que a valorização da História local no ambiente escolar contribui significativamente para o fortalecimento da identidade cultural, a preservação da memória coletiva e a formação cidadã dos estudantes.
Membros da Banca:
Presidente - JAIRO LUIS FLECK FALCAO - UNEMAT
Membro Interno - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Interno - REGIANE CRISTINA CUSTODIO DE FIGUEIREDO - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - DILZA PÔRTO GONÇALVES - UFMS
Data: 17/06/2026 Hora: 13:30
Local: Sala Meet: meet.google.com/yzx-czyp-yrn
Título: OS ESTUDANTES QUILOMBOLAS E A LEI 10.639/03 NA ESCOLA ESTADUAL CÍVICO-MILITAR PROFª ANA TEREZA ALBERNAZ EM CHAPADA DOS GUIMARÃES, MT
Palavras-chave: ProfHistória; Ensino de História; Quilombos; Lei 11.645/08; Quilombos Lagoinha de Baixo; Escola Cívico-Militar
Páginas: 130
Resumo: A presente pesquisa analisa como os saberes quilombolas podem integrar o ensino de História, visando promover práticas de educação antirracista na Escola Estadual Cívico-Militar Professora Ana Tereza Albernaz, em Chapada dos Guimarães, Mato Grosso. A proposta fundamenta-se na presença histórica de comunidades quilombolas no município e na necessidade de construir práticas pedagógicas articuladas à realidade sociocultural dos estudantes, especialmente daqueles oriundos das comunidades Lagoinha de Baixo e Lagoinha de Cima, cujos saberes e culturas permanecem, em grande medida, invisibilizados no currículo escolar. O estudo objetiva investigar as práticas socioculturais dessas comunidades e propor sua integração ao ensino de História, bem como problematizar, em perspectiva crítica, o contexto das escolas cívico-militares no que se refere às relações étnico-raciais. A presente pesquisa utiliza, em uma perspectiva contra-colonial, registros de narrativas orais em caderno de campo, análise documental, revisão bibliográfica e sistematização das fontes produzidas durante o trabalho de campo, conforme a perspectiva de Maria Cecília de Souza Minayo (2013). A pesquisa baseia-se nas contribuições da História Social, da História Cultural e dos Estudos Decoloniais, destacando as contribuições sobre colonialidade de Grada Kilomba (2019), sobre racismo de Kabengele Munanga (2015) e Nilma Lino Gomes (2001), além das discussões acerca da aplicabilidade das Leis nº 10.639/03 e nº 11.645/08 no estado de Mato Grosso, a partir das contribuições de Osvaldo Mariotto Cerezer (2019). No campo pedagógico, dialoga com as contribuições de bell hooks (2017), Paulo Freire (2013) e Circe Maria Fernandes Bittencourt (2009), que fundamentam práticas educativas críticas e emancipatórias. A pesquisa mobiliza, ainda, estudos sobre quilombos e populações negras, com destaque para Flávio dos Santos Gomes, Silvia Hunold Lara (2007), Beatriz Nascimento (2018) e Nego Bispo (2023). Sobre cultura e identidade dialoga com Stuart Hall e Sandra Jatahy Pesavento, e acerca das práticas alimentares em Massimo Montanari (2013). Os resultados indicam que a valorização dos saberes quilombolas no ensino de História contribui para tensionar narrativas hegemônicas, enfrentar silenciamentos históricos e fortalecer identidades, favorecendo a construção de uma educação antirracista, crítica e decolonial.
Membros da Banca:
Presidente - FERNANDA MARTINS DA SILVA - UNEMAT
Membro Interno - OSVALDO MARIOTTO CEREZER - UNEMAT
Membro Interno - REGIANE CRISTINA CUSTODIO DE FIGUEIREDO - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - OLIVIA MACEDO MIRANDA DE MEDEIROS - UFT
Data: 09/06/2026 Hora: 09:00
Local: Via google-meet - https://meet.google.com/uoy-uobj-nkk?authuser=0
Título: Videodocumentário no ensino de história: a CLT completa 80 anos: conheça a história
Palavras-chave: ProfHistória; Ensino de História; Videodocumentários; Consciência histórica; Leis trabalhistas; Era Vargas.
Páginas: 100
Resumo: A presente dissertação, desenvolvida no âmbito do Mestrado Profissional em Ensino de História (ProfHistória) da UNEMAT, investiga as contribuições do uso de videodocumentário como fontes históricas no ensino de História. Frente aos desafios de uma geração hiperconectada e de superar o ensino tradicional baseado na memorização passiva de habilidades e competências, a pesquisa é qualitativa e documental. O foco temático abrange a história das relações de trabalho no Brasil, utilizando como objeto de análise o documentário institucional A CLT completa 80 anos: conheça a história, produzido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). A fundamentação teórica-metodológica para o ensino de história baseia-se na metodologia dialógica de Paulo Freire e Mikhail Bakhtin, no conceito de consciência histórica de Jörn Rüsen e nas discussões sobre representação audiovisual de Sandra Jatahy Pesavento. A pesquisa realiza uma análise crítica das normativas curriculares vigentes, especialmente a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), questionando a sua abordagem pacificadora e a diminuição da autonomia docente. No campo historiográfico, o texto desconstrói o mito de Getúlio Vargas como o “pai dos pobres”, evidenciando que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em 1943, foi resultado de intensas lutas operárias anteriores e de uma forte estratégia de controle corporativista do Estado Novo. Apresenta como resultado um Produto Pedagógico no formato de Guia Orientativo. Este material propõe uma sequência didática estruturada para instrumentalizar o professor na descodificação crítica da fonte audiovisual. As atividades conduzem os estudantes a interrogarem as intencionalidades do videodocumentário e a compararem as conquistas trabalhistas do passado com os desafios contemporâneos impostos pela Reforma Trabalhista de 2017, como a precarização e a “uberização”. Conclui-se que a problematização da fonte audiovisual permite ao aluno que se torne um sujeito ativo, capaz de compreender os direitos sociais como conquistas contínuas e fundamentais para o exercício de sua cidadania.
Membros da Banca:
Presidente - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Interno - MARIA DO HORTO SALLES TIELLET - UNEMAT
Membro Interno - REGIANE CRISTINA CUSTODIO DE FIGUEIREDO - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - MARCELO FRONZA - UFMT
Data: 22/05/2026 Hora: 14:00
Local: Remota no link: meet.google.com/bui-cdfh-ggu
Título: MEMÓRIAS DA ESCOLA ESTADUAL “FEBRÔNIO RODRIGUES” DE TORIXORÉU-MT: AFETIVIDADES E RESSENTIMENTOS (1947-2024)
Palavras-chave: Memória Oral; Identidade; Ensino de História; ProfHistória.
Páginas: 103
Resumo: Esta dissertação, vinculada à linha de pesquisa Linguagens e Narrativas Históricas: Produção e Difusão, teve a perspectiva de trabalhar a temática da memória local via a oralidade a partir da trajetória da Escola Estadual Febrônio Rodrigues de Torixoréu-MT. Unidade escolar mais antiga do município que foi fechada no ano de 2024. Como principais fontes bibliográficas dialogamos com autores que são referência no estudo do uso da memória no campo das ciências humanas, dentre eles, podemos destacar Jacques Le Goff, Maurice Halbwachs, Éclea Bosi, Michael Pollack, Pierre Nora. Se utilizou também como metodologia de pesquisa o uso da História Oral, onde ex-servidores que trabalharam na instituição de ensino narraram suas histórias e lembranças em relação à escola, através de entrevistas gravadas com autorização dos participantes e do Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade. Como embasamento do uso da história oral autores como Verena Albert e Jose Carlos Meihy deram sua contribuição para o enriquecimento da pesquisa. Temáticas conceituais como identidade, representação social, afetividade e ressentimento também constituem esse trabalho de pesquisa, com a participação de autores como Joel Candau, Michel de Certeau, José D’ Assunção Barros. Juntamente com os estudos conceituais, realizo um diálogo com memorialistas e ex-servidores da escola, que relatam a história da escola e particularidades da história do município de Torixoréu. Por fim, apresento como proposta do produto pedagógico, para fins de impulsionar o Ensino de História na comunidade: a construção de um acervo virtual de memórias da escola em formato de blog, onde por meio da página virtual temáticas como “memória” e “identidade” possam ser trabalhadas no âmbito da história local. Os relatos orais dos ex-servidores serão as principais fontes de estudo didático-pedagógico na apresentação de uma consciência histórica que apresente as memórias dessas pessoas como trajetórias construtoras de uma identificação com um lugar, que se fez presente na vida da maioria da população de Torixoréu.
Membros da Banca:
Presidente - MATHEUS DE MESQUITA E PONTES - UNEMAT
Membro Interno - MARLI AUXILIADORA DE ALMEIDA - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - RADAMÉS VIEIRA NUNES - UFCat
Membro Externo à Instituição - THALES BIGUINATTI CARIAS - IFMT
Data: 29/04/2026 Hora: 09:00
Local: meet.google.com/xih-nmqy-cfv
Título: ENSINO DE HISTÓRIA INDÍGENA NO INSTITUTO FEDERAL - CAMPUS PONTES E LACERDA “FRONTEIRA OESTE”: MINICURSOS COM SABERES CHIQUITANO E NAMBIQUARA
Palavras-chave: ProfHistória; Ensino de História Indígena; Nambiquara; Chiquitano
Páginas: 108
Resumo: . Esta dissertação, apresentada ao Programa de Pós-Graduação Profissional em Ensino de História (ProfHistória), tem como objeto de estudo a investigação acerca do cumprimento da Lei 11.645/2008 a partir das ações pedagógicas realizadas pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso – Campus Pontes e Lacerda “Fronteira Oeste”, com foco em minicursos desenvolvidos em parceria com as comunidades indígenas Chiquitano da comunidade Fazendinha e Nambiquara da denominação Kaititaurlu, Tendo o ensino de História Indígena como eixo orientador, este estudo toma os minicursos como dispositivos pedagógicos capazes de mobilizar práticas interculturais no contexto escolar. Nessa perspectiva, busca-se examinar, de forma sistemática, a estrutura dessas experiências formativas, atentando para sua organização didático-pedagógica, suas etapas, conteúdos, estratégias de ensino e formas de mediação dos saberes indígenas, bem como para seu potencial de articulação entre escola e comunidade no cotidiano institucional. Para tanto, a pesquisa se debruça sobre dois minicursos desenvolvidos em parceria com comunidades indígenas e realizados com estudantes da instituição, intitulados “Pintura Corporal” e “Produção de Arco e Flecha”, executados nos anos de 2023 e 2024. Ao analisar essas experiências, busca-se compreender de que maneira tais práticas contribuem para a construção de ações interculturais na escola, especialmente no que se refere à valorização dos conhecimentos indígenas, ao fortalecimento do diálogo com a comunidade e à superação de estereótipos historicamente reproduzidos no ensino de História. O estudo fundamenta-se em autores que discutem o ensino de História e, particularmente, o ensino de História Indígena, articulando pressupostos da História Social com contribuições da Antropologia e da Etnografia, o que possibilita compreender e descrever os processos formativos decorrentes dos minicursos. Neste caso a pesquisa é participante e parte da participação direta nas ações, observação, registros etnográficos e análise documental o que possibilita compreender as ações para implementação da Lei nº 11.645/2008. Os resultados apontam que os minicursos “Pintura Corporal” e “Produção de Arco e Flecha” contribuíram significativamente para o aprendizado sobre práticas tradicionais, cosmovisões, cultura e organização social dos povos Chiquitano e Nambiquara, ampliando a compreensão de estudantes e docentes acerca dos saberes indígenas. Como produto educacional, elaborou-se uma Cartilha descritiva sobre a construção e execução dos minicursos, focando nas etapas, destinada a professores e gestores escolares como material de apoio para a criação, adaptação e implementação de novas ações pedagógicas que integrem as comunidades indígenas e não-indígenas ao processo de ensino e aprendizagem no que se refere ao Ensino de História Indígena
Membros da Banca:
Presidente - MARLI AUXILIADORA DE ALMEIDA - UNEMAT
Membro Interno - JAIRO LUIS FLECK FALCAO - UNEMAT
Membro Externo ao Programa - OTAVIO RIBEIRO CHAVES - UNEMAT
Bancas - 2025
Data: 16/09/2025 Hora: 14:00
Local: Online
Título: Memória, Identidade e Território: Dialogando com os saberes Rikbaktsa
Palavras-chave: Cultura; Memória; Identidade; Ensino de História; ProfHistória.
Páginas: 198
Resumo: Esta dissertação, intitulada Memória, Identidade e Território: Dialogando com os saberes Rikbaktsa insere-se na linha de pesquisa Linguagens e Narrativas Históricas: Produção e Difusão do Programa de Mestrado e Doutorado em Ensino de História – Profhistória e no Grupo de Estudo e Pesquisa Fronteiras: História, Educação, Trabalho, Patrimônio e Memória, tem como objetivo compreender as narrativas de memória dos anciãos e professores Rikbaktsa, seus conhecimentos e ancestralidades culturais, conectando-as aos registros já existentes, com o intuito de difundir a história desse povo no ensino de história. A educação passa por transformações estruturais constantemente e tem buscado atender a grupos sociais cada vez mais diversos no Brasil, entre eles, os povos originários. A história no ponto de vista dos povos indígenas, é uma história de conflitos com os invasores europeus e que na contemporaneidade ainda é um grande desafio. Com pesquisa voltada para suas memórias, identidade e relações com o território, reconhecendo seu significado e identidade cultural, o povo Rikbaktsa, também conhecido como “Orelhas de Pau” ou “Canoeiros”, habitam a região Noroeste de Mato Grosso especificamente na bacia do Rio Juruena, com suas terras indígenas nas cidades de Brasnorte (TI Erikpatsa), Cotriguaçu (TI Escondido) com e Juara (TI Japuíra). Os povos indígenas habitam a região há séculos, e muitos foram forçados a mudar de suas terras tradicionais ou foram dizimados pela doença e pela violência enfrentada por invasões, tanto no passado como em períodos recentes. A escolha dos Rikbaktsa se justifica pela riqueza de sua história e pela necessidade de documentar suas memórias, especialmente diante da crescente influência da cultura não indígena e da interferência em suas tradições. A metodologia está ancorada na história oral, com entrevistas, na qual teve o intuito de revisitar e rememorar as memórias e saberes desses anciãos e professores, complementada por pesquisa bibliográfica e documental. A pesquisa destaca a importância de ouvir as vozes indígenas, historicamente silenciadas, e de construção de narrativa que reflita suas experiências e perspectivas, através de autores que discorrem sobre educação, identidade e memórias. O resultado é o material de estudo e um documentário que preservem a memória Rikbaktsa e promovam o diálogo intercultural, com a proposta de valorizar a perspectiva indígena Rikbaktsa sobre a história regional, abordando as narrativas envolvendo o contato com os colonizadores, os impactos da exploração e a resistência Rikbaktsa, destacando a importância dos saberes da terra, da cultura e da língua para a comunidade. Nesta perspectiva, a história pode se tornar mais atraente e interessante para o aprendizado nas escolas, estabelecendo uma relação entre o que já está determinado ou predeterminado pelos livros e saberes disseminados por não indígenas, com a perspectiva e vivências desses povos originários. A obra também reflete o interesse em compreender as relações de poder e as desigualdades sociais, através de um olhar crítico sobre a história e a cultura dos povos indígenas.
Membros da Banca:
Presidente - JAIRO LUIS FLECK FALCAO - UNEMAT
Membro Interno - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Interno - MARLI AUXILIADORA DE ALMEIDA - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - VITALE JOANONI NETO - UFMT
Data: 08/09/2025 Hora: 13:30
Local: Síncrono - Sistema - Universidade do Estado de Mato Grosso
Título: NARRATIVAS DO PROFESSOR DE HISTÓRIA NA PEDAGOGIA DECOLONIAL: CAMINHOS PARA UMA EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA
Palavras-chave: Palavras-chave: Colonialidade, decolonialidade, racismo, antirracismo.
Páginas: 107
Resumo: Esta dissertação está voltada para a área de Ensino de História e insere-se no requisito do Programa de Mestrado Profissional em Ensino de História (ProfHistória). A pesquisa tem por objetivo analisar as narrativas dos/as professores/as de História para a promoção de uma prática pedagógica antirracista e decolonial, diante de um contexto de resistência à colonialidade, através da perspectiva decolonial e suas repercussões na estruturação e na criação do conhecimento histórico na educação básica. Observando que a escola pública é um campo social de demandas, pensar estas complexidades na Educação de Base aliado a uma perspectiva de decolonização do currículo escolar é de suma importância para uma educação voltada às relações étnico-raciais. Diante disso, do objeto de pesquisa, ao propor analisar as narrativas dos/as professores/as de História, pretende-se entender como a forma de conhecimento organizada e ensinada nas escolas é um reflexo das relações de poder, bem como essa estrutura influencia o espaço escolar e quais são os desafios enfrentados pelos docentes na implementação de uma pedagogia decolonial e antirracista na educação de base. Assim, a proposta de pesquisa será conduzida por meio de uma abordagem qualitativa, a partir da História Oral, pois se trata de uma atividade investigativa alinhada às características e aos objetivos específicos do objeto de estudo em foco. Foram realizadas entrevistas com três professoras e dois professores de História da Educação de Base da rede pública do Estado de Mato Grosso, na cidade de Cáceres, o entendimento do objeto se orientará para responder à questão central, utilizando um conjunto de práticas interpretativas. Aposta-se na expressão da totalidade concreta, na qual a narrativa dos sujeitos não fora tratada de maneira isolada, mas como parte de um todo. Manifestações situadas de processos históricos, sociais e epistêmicos. Portanto, as categorias de análise emergiram tanto dos referenciais teóricos, quanto das próprias narrativas dos docentes. Analisar estas narrativas permite a construção alternativa de práticas e saberes que desconstroem e substituem a colonialidade. Além disso, identificar as potencialidades e os limites desses processos, possibilita, a partir dessas experiências, apreender, revisar e aprimorar as práticas existentes, bem como construir/estimular novas possibilidades de ações que enfrentem o racismo estrutural e escolar. Palavras-chave: Colonialidade, decolonialidade, racismo, antirracismo.
Membros da Banca:
Presidente - MARION MACHADO CUNHA - UNEMAT
Membro Interno - FERNANDA MARTINS DA SILVA - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - MÁRCIO PENNA CORTE REAL - UFG
Data: 28/07/2025 Hora: 09:00
Local: Cáceres - MT
Título: FAKE NEWS E ENSINO DE HISTÓRIA: PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO E O DESAFIO DA CONSCIÊNCIA HISTÓRICA
Palavras-chave: Fake News, Notícias, Conhecimento e Informação e Consciência Histórica.
Páginas: 92
Resumo: A presente pesquisa dispõe do objetivo de investigar o impacto das fake news nas redes sociais e suas implicações no processo de formação da consciência histórica de estudantes do Ensino Fundamental II. A partir do ensino de História, busca-se criar condições pedagógicas que incentivem a reflexão crítica sobre a circulação de informações falsas e intencionalmente manipuladas no ambiente escolar. A investigação se ancora nas competências e habilidades previstas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), valorizando o papel do professor como mediador entre os conteúdos compartilhados nas mídias digitais e a busca pela veracidade das informações. O estudo propõe identificar e analisar a maneira como os estudantes interpretam e utilizam as fake news, investigando os efeitos desse fenômeno sobre suas aprendizagens. Para tanto, adotou-se uma abordagem metodológica mista, combinando técnicas qualitativas e quantitativas, por meio da aplicação de questionários e da observação dos comportamentos dos alunos diante de diferentes tipos de informação. O instrumento de coleta de dados buscou compreender como os estudantes percebem e lidam com a diferença entre fatos e opiniões, bem como suas atitudes frente à desinformação. Como eixo central, a pesquisa analisa de que forma o conhecimento histórico, aliado ao desenvolvimento de competências adquiridas no decorrer do ensino de História contribua para uma análise crítica do real, e o conhecimento capaz de fazer a verificação de fontes utilizadas nessas notícias para o enfrentamento das fake news no contexto escolar e em outras vivências socioculturais. Almeja-se, assim, fomentar uma formação que capacite os alunos a filtrarem as informações que consomem e a construírem uma consciência histórica mais crítica, sólida e reflexiva.
Membros da Banca:
Presidente - MARIA DO SOCORRO DE SOUSA ARAUJO - UNEMAT
Membro Interno - FERNANDA MARTINS DA SILVA - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - CARLA MONTEIRO DE SOUZA - UFRR
Data: 04/07/2025 Hora: 09:00
Local: Cáceres, MT
Título: ENSINO DE HISTÓRIA ENTRE MEMÓRIAS E NARRATIVAS: A LENDA DO MINHOCÃO DE CÁCERES/MT
Palavras-chave: Palavras-chave: Lenda do Minhocão. Ensino de História. Memória. Cultura.
Páginas: 111
Resumo: O ato de narrar lendas, contos ou mitos expressa algo do coletivo, do modo de pensar e viver o mundo, conferindo sentido à nossa existência individual e subjetiva. Walter Benjamin (1994) afirma que narrar é a capacidade humana de trocar experiências, constituindo uma verdadeira arte de transmitir vivências por meio da memória individual e coletiva. Como problemática central da pesquisa, buscamos compreender a historicidade da famosa lenda do Minhocão. Acreditamos que a gênese dessa lenda esteja relacionada à construção da Catedral de São Luiz, em Cáceres, Mato Grosso. A edificação dessa igreja foi iniciada em 1919 e concluída apenas 46 anos depois, em 1965. Dentre os diversos fatores que contribuíram para a demora na finalização da obra, destaca-se um desabamento ocorrido em 1949. As fontes analisadas revelam que, após esse acontecimento particularmente impactante, a lenda ganhou grande popularidade entre a população local. Ou seja, nossa hipótese é que, no contexto de reconstrução da Catedral de São Luiz, a lenda do Minhocão atuou como elo entre fé e mobilização coletiva, atendendo também aos interesses materiais da Igreja Católica. A metodologia adotada nesta pesquisa é de natureza qualitativa. Para embasar a investigação, realizamos uma revisão bibliográfica e documental, explorando diretrizes educacionais, tanto nacionais quanto estaduais, além de obras literárias e historiográficas. Considerando a especificidade do objeto de estudo – a lenda do Minhocão – a história oral revelou-se um recurso fundamental. Nesse sentido, foram realizadas entrevistas com professores e professoras de História da Educação Básica que atuam no município de Cáceres. A base teórica da pesquisa está ancorada na Nova História Cultural, conforme Pesavento (2005) e Burke (1992). O conceito de memória é abordado a partir das contribuições de Pollak (1989, 1992), Nora (1993) e Le Goff (1990). Este trabalho demonstrou que tais narrativas possibilitam reflexões sobre a história e a memória de uma comunidade, seu patrimônio cultural imaterial e a cultura popular, constituindo-se como recursos significativos para problematizar essas questões no ensino de História. O “Produto Pedagógico” desenvolvido consistiu em uma Sequência Didática (SD) voltada ao ensino da história de Cáceres, com base, sobretudo, na lenda do Minhocão, mas também em outras narrativas lendárias.
Membros da Banca:
Presidente - OTAVIO RIBEIRO CHAVES - UNEMAT
Membro Interno - FERNANDA MARTINS DA SILVA - UNEMAT
Membro Externo ao Programa - DOMINGOS SAVIO DA CUNHA GARCIA - UNEMAT
Data: 02/07/2025 Hora: 14:00
Local: UNEMAT ONLINE
Título: RACISMO NO FUTEBOL E ENSINO DE HISTÓRIA: POSSIBILIDADES PARA O DESENVOLVIMENTO DE UMA EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA
Palavras-chave: Palavras-Chave:Racismo no futebol; Ensino de História; ProfHistória.
Páginas: 108
Resumo: O racismo no Brasil tem suas raízes históricas na formação da sociedade brasileira e nas teorias raciais do século XIX. Nesse contexto, se desenvolveu uma concepção negativa sobre a população negra, inferiorizando-as e desumanizando-as em relação aos brancos. Compreendemos esse processo como responsável pela origem do racismo estrutural no Brasil. A inserção do futebol no Brasil no final do séc. XIX, não se deu de forma homogênea entre as classes sociais. Inicialmente, o esporte funcionava como mecanismo de distinção social entre a burguesia e as camadas populares. Nesse cenário, o objetivo desta pesquisa é compreender como o Ensino de História pode desenvolver uma educação antirracista através dos casos de racismo no futebol masculino brasileiro. Deste modo, buscamos analisar 05 casos de racismo no futebol brasileiro do período de 2022, relatados no “Observatório da Discriminação Racial no Futebol” da UFRGS, assim como compreender como esses casos foram noticiados em diferentes jornais online no Brasil. A pesquisa é de cunho bibliográfico e documental, utilizando o método qualitativo para análise dos dados. O referencial teórico parte dos estudos decoloniais com o intuito de compreender os casos de racismo no futebol e sua relação com o ensino de História para uma educação antirracista, tendo como foco a Lei 10.639/03. A escola é um dos espaços que legitimam o conhecimento, sendo uma das instituições mais poderosas para transformar uma sociedade, por isso acreditamos que por meio do desenvolvimento de uma educação antirracista poderemos construir uma sociedade mais empática e respeitosa. A análise dos casos demonstrou que os episódios de racismo no futebol são tratados de forma isolada e que, na maioria das vezes, os clubes limitam-se a publicar notas de repúdio, sem demonstrar um real compromisso com o combate ao racismo, o que dificulta avanços nesse processo. Por isso, é fundamental que o enfrentamento ao racismo ocorra de maneira coletiva, visando sua efetividade no meio esportivo.
Membros da Banca:
Presidente - OSVALDO MARIOTTO CEREZER - UNEMAT
Membro Interno - FERNANDA MARTINS DA SILVA - UNEMAT
Membro Interno - REGIANE CRISTINA CUSTODIO DE FIGUEIREDO - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - JOSELENE IEDA DOS SANTOS LOPES DE CARVALHO - UFMT
Data: 05/05/2025 Hora: 15:00
Local: Campus Cáceres - UNEMAT (formato remotao)
Título: EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS: TRAJETÓRIA E FORMAÇÃO DE EDUCADORES(AS) EM CÁCERES-MT
Palavras-chave: Direitos Humanos; Ensino de História; ProfHistória
Páginas: 128
Resumo: Esta pesquisa tem como objetivo compreender a temática dos Direitos Humanos no âmbito da educação básica, na Rede Pública Estadual de Mato Grosso, no município de Cáceres-MT. A problemática foi delineada da seguinte forma: como e em que medida o tema da Educação em Direitos Humanos (EDH) está sendo abordado no cotidiano educacional? Destarte, estabelecemos como objetivo geral analisar como a EDH está sendo promovida nas escolas. A pesquisa foi desenvolvida por meio de estudos bibliográficos e documentais, em uma dinâmica descritiva e exploratória, utilizando a abordagem qualitativa dos marcos legislativos e das diretrizes educacionais do Estado brasileiro sobre o tema. Para a coleta de dados, utilizamos como fontes primárias os Regimentos Internos e os Projetos Políticos-Pedagógicos (PPPs) das instituições selecionadas para o estudo, além de possíveis projetos educacionais, planos de aula dos(as) professores(as) e um questionário aplicado aos(as) educadores(as). Os critérios observados na reflexão foram articulados nos âmbitos da caracterização das comunidades escolares, dos princípios e concepções educacionais, dos objetivos, dos currículos, da participação democrática, do ambiente escolar e da formação continuada sobre o tema. Por meio dessa análise, alcançamos nossos objetivos específicos ao compreender o grau de formação e a consciência crítica dos(as) trabalhadores(as) da educação em relação à temática dos Direitos Humanos. No findar da pesquisa, propusemos a confecção de um caderno paradidático como produto pedagógico, com foco na temática dos Direitos Humanos. Acreditamos que tanto a pesquisa quanto o caderno paradidático elaborado possam contribuir para a promoção de práxis pedagógicas emancipatórias, evidenciando a necessidade de ampliar o conhecimento de todos(as) os(as) trabalhadores(as) da educação em relação à Educação em Direitos Humanos (EDH), com o intuito de conscientizar a comunidade escolar para a construção de uma sociedade mais justa, formada por indivíduos mais conscientes de seus direitos e deveres.
Membros da Banca:
Presidente - MATHEUS DE MESQUITA E PONTES - UNEMAT
Membro Interno - JAIRO LUIS FLECK FALCAO - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - KLEBERSON PIERRE CARDOSO DE JESUS - IFMT
Data: 31/03/2025 Hora: 14:00
Local: Online
Título: EDUCAÇÃO PATRIMONIAL NO ENSINO DE HISTÓRIA NA ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR JOÃO FLORENTINO SILVA NETO, DISTRITO DE SANTO ANTÔNIO DO CARAMUJO-CÁCERES
Palavras-chave: Educação do/no Campo. Ensino de História. Lugares de memória. Metodologia da Educação Patrimonial. Profhistória
Páginas: 209
Resumo: Esta dissertação, intitulada Educação Patrimonial no Ensino de História na Escola Estadual Professor João Florentino Silva Neto, Distrito de Santo Antônio do Caramujo-Cáceres insere-se na linha de pesquisa Linguagens e Narrativas Históricas: Produção e Difusão do Programa de Mestrado e Doutorado em Ensino de História – Profhistória, no Grupo de Estudo e Pesquisa Fronteiras: História, Educação, Trabalho, Patrimônio e Memória, tem como objetivo analisar de que forma a Educação Patrimonial e a utilização dos patrimônios culturais nas estratégias educacionais podem contribuir com o Ensino de História e possibilitar reflexões sobre os lugares de memória. Constituindo os objetivos específicos em: compreender a Educação Patrimonial no Ensino de História a partir dos lugares de memória e patrimônios, a fim de contribuir para a produção do saber histórico dos sujeitos da EPJFSN do/no campo; analisar a articulação dos conceitos de educação do/no campo, história local, identidade e patrimônios no Ensino de História; desenvolver metodologias que favoreçam o Ensino de História comprometido com a inserção da Educação Patrimonial, história local e memória em sala de aula; e promover a Educação Patrimonial a partir dos lugares de memória dos estudantes do sexto ano da Educação Básica. A pesquisa partiu das seguintes indagações: como a Educação Patrimonial e a utilização dos patrimônios culturais nas estratégias educacionais podem contribuir para o Ensino de História e possibilitar reflexões sobre os lugares de memória e as representações? Para o desenvolvimento da pesquisa, realizaram-se reflexões sobre conceitos como História Local, Educação Patrimonial, lugares de memória e Educação do/no campo, além de análises de documentos, como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), o Projeto Político-Pedagógico (PPP) da EPJFSN, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Documento de Referência Curricular (DRC/MT) para Mato Grosso. A pesquisa foi realizada com turmas do 6.º ano do Ensino Fundamental da Educação Básica da EPJFSN, localizada no Distrito de Santo Antônio do Caramujo, zona rural do município de Cáceres-MT. Seguiu uma abordagem qualitativa, exploratória e descritiva, com elementos da pesquisa participante, fundamentada na metodologia da Educação Patrimonial e da História Oral. Considerando a importância de tornar o ambiente escolar um espaço onde os alunos possam aprender sobre sua própria história e reconhecer os valores de sua comunidade por meio da Educação Patrimonial e da História Local, as teorias e práticas de ensino podem contribuir significativamente para a formação de conhecimentos científicos e culturais dos estudantes, promovendo sua participação ativa no processo histórico. Diante disso, elaborou-se um blogue como produto pedagógico, intitulado Roteiro Histórico-Culturais Interativo, composto pelos espaços de memórias oficiais e pelos lugares de memória a partir das percepções dos estudantes da EPJFSN. Foram apresentadas sugestões de atividades como recurso pedagógico adicional para auxiliar no desenvolvimento e no conhecimento relacionados à temática.
Membros da Banca:
Presidente - JAIRO LUIS FLECK FALCAO - UNEMAT
Membro Interno - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Interno - OTAVIO RIBEIRO CHAVES - UNEMAT
Membro Externo ao Programa - RENATO FONSECA DE ARRUDA - UNEMAT
Bancas - 2024
Data: 30/09/2024 Hora: 19:00
Local: Cácares
Título: A TRAJETÓRIA HISTÓRICA DA FACULDADE INDÍGENA INTERCULTURAL DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO - FAINDI/ UNEMAT
Palavras-chave: História da FAINDI; Educação Escolar Indígena; Formação de professores indígenas.
Páginas: 112
Resumo: Este estudo trata-se de uma investigação sobre a criação e consolidação da Faculdade Indígena Intercultural (FAINDI) da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), visando analisar a trajetória histórica da FAINDI e a sua importância para a educação escolar indígena do Mato Grosso. A educação específica e diferenciada, voltada para a formação de professores indígenas, perpassa pelo processo histórico de criação da FAINDI. A análise do percurso para a constituição da Faculdade Indígena Intercultural possibilita compreender os desafios e potencialidades desse modelo de formação específico para os professores indígenas, que propõe fortalecer a sua identidade e seus direitos, buscando contribuir para o enriquecimento e a diversidade da educação brasileira como um todo. Abordou-se neste trabalho a história da FAINDI e a sua importância no cenário nacional, bem como o desenvolvimento da Educação Escolar Indígena a partir da Convenção nº 169 da OIT, da Constituição de 1988 e de outros marcos legais como a LDBEN (Lei nº 9.394/96), RCNEI/98, Lei nº 11.645/08, RCNEI (2009) e a Resolução CNE/CP Nº 1 de 2015 e a BNCC e o Plano Nacional de Educação Escolar Indígena de 2009. A metodologia empregada no estudo utilizou-se de pesquisa bibliográfica e documental, com base nos referenciais teórico-metodológicos da Educação Superior Indígena, aliados à análise de autores como Barros (2005), Cunha (2012), Grupioni (1995), Luciano (2006), Januário (2002) e Medeiros (2013), bem como o uso da História Oral para as análises das entrevistas, realizadas com os percussores do 3º Grau Indígena. A partir dessas bases, foi possível refletir sobre a trajetória histórica da FAINDI, considerando sua especificidade em atender um público variado, oferecendo uma formação diferenciada, a fim de promover a valorização da diversidade étnico-cultural presente nas escolas indígenas, permeada pelo conceito da interculturalidade. Dentre os resultados obtidos está a constatação de que embora tenha havido avanços a partir da criação da FAINDI, ainda há lacunas para que, na prática, a educação indígena de qualidade seja de fato uma realidade para os povos originários. Como Produto Educacional, foi produzida uma cartilha orientadora, trazendo informações sobre vestibulares, formas de ingresso, cursos oferecidos, dentre outros, em linguagem acessível e de fácil compreensão. Um QRcode na cartilha direcionará ao site da FAINDI.
Membros da Banca:
Presidente - MARLI AUXILIADORA DE ALMEIDA - UNEMAT
Membro Interno - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Externo ao Programa - ELIANE BOROPONEPÁ MONZILAR - UNEMAT
Data: 27/09/2024 Hora: 14:00
Local: Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT
Título: ENTRE DIRETRIZES E PRÁTICAS: O LUGAR DA HISTÓRIA DE MATO GROSSO NO MATERIAL DIDÁTICO ESTRUTURADO
Palavras-chave: ProfHistória. Ensino de História. Documento de Referência Curricular de Mato Grosso. História Local. Material Didático Estruturado.
Páginas: 99
Resumo: A presente dissertação resulta de uma pesquisa realizada no Mestrado Profissional em Ensino de História (ProfHistória) da Universidade do Estado de Mato Grosso/UNEMAT, campus de Cáceres, e tem como objetivo geral analisar como as orientações referentes ao ensino de história local presentes no Documento de Referência Curricular para Mato Grosso (DRC-MT) estão articuladas no material didático estruturado deste estado. O referido material didático resultou de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso/SEDUC e a Fundação Getúlio Vargas/FGV e é ofertado aos estudantes da rede estadual de ensino. Como objetivos específicos, a proposta é identificar como a história local está inserida no referido documento; e principalmente, identificar qual o lugar ocupado pelos sujeitos históricos mato-grossenses (indígenas, mulheres, negros, quilombolas, migrantes, entre outros) nesse recurso didático-pedagógico, levando em consideração a importância desses grupos sociais para a formação histórica da região Centro-Oeste. Como procedimentos metodológicos, optou-se pela pesquisa qualitativa que considera como fonte de análise quatro coleções produzidas especificamente para os anos finais do ensino fundamental. Para isso, estabeleceremos um diálogo sobre as concepções e usos de materiais didáticos tendo por referência as reflexões desenvolvidas por Circe Bittencourt (2008), com atenção para as categorias de “livro didático ideal” e para a produção de conhecimento histórico de Jörn Rüsen (2011). Ao final da pesquisa, buscamos compreender como o material estruturado contribui para o ensino de História de Mato Grosso, tendo em vista que o Documento de Referência Curricular (DRC-MT) tem função normativa no Estado. Além desse aspecto, buscamos analisar as possibilidades para estudo da história local e regional em sala de aula oferecidas ao professor e aos jovens estudantes da rede básica de ensino através de seus materiais oficiais.
Membros da Banca:
Presidente - REGIANE CRISTINA CUSTODIO DE FIGUEIREDO - UNEMAT
Membro Interno - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - Osvaldo Rodrigues Junior - UFMT
Data: 25/07/2024 Hora: 09:00
Local: Cáceres - Banca on line
Título: HISTÓRIA CANTADA: A MÚSICA COMO FERRAMENTA E DOCUMENTO HISTÓRICO NA CONSTRUÇÃO DA CONSCIÊNCIA HISTÓRICA NAS AULAS SOBRE O PERÍODO DA DITADURA CIVIL-MILITAR BRASILEIRA E O PERÍODO DA REDEMOCRATIZAÇÃO
Palavras-chave: Ensino de história, Consciência histórica, Música, Ferramenta pedagógica, Aprendizagem significativa.
Páginas: 124
Resumo: A dissertação explora o uso da música como ferramenta pedagógica para o ensino de história e a construção da consciência histórica dos alunos. Em um contexto educacional em constante mudança, onde a atenção dos alunos se torna cada vez mais dispersa, a autora busca alternativas inovadoras para tornar o aprendizado de história mais interessante e significativo. O estudo apresenta uma análise crítica das metodologias tradicionais de ensino de história, destacando a necessidade de novas abordagens que conectem o passado ao presente e despertem o interesse dos alunos. A autora propõe a música como uma ferramenta poderosa para alcançar esse objetivo, pois possui a capacidade de evocar emoções, contar histórias e transmitir ideias de forma acessível e envolvente. A pesquisa se baseia em experiências da autora como professora de história, onde ela observou o impacto positivo da música na aprendizagem dos alunos. Através da análise de músicas e atividades práticas, a autora demonstra como a música pode ser utilizada para contextualizar eventos históricos, despertar a empatia pelos personagens históricos, desenvolver o pensamento crítico, promover debates e reflexões sobre o passado, estimular a criatividade e a expressão individual. Como resultado da pesquisa, a autora apresenta um e-book intitulado "História Cantada", que oferece sugestões de músicas para serem trabalhadas em sala de aula, acompanhadas de seu contexto histórico, períodos históricos em que podem ser utilizadas e atividades para cada música. A dissertação conclui que a música é uma ferramenta valiosa para o ensino de história, pois contribui para a construção da consciência histórica dos alunos, tornando o aprendizado mais significativo e prazeroso. A autora ressalta a importância da seleção criteriosa das músicas e da utilização adequada das atividades, a fim de garantir a qualidade do ensino e o alcance dos objetivos pedagógicos.
Membros da Banca:
Presidente - FERNANDA MARTINS DA SILVA - UNEMAT
Membro Interno - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - BRUNO PINHEIRO RODRIGUES - UFMT
Data: 01/07/2024 Hora: 14:00
Local: https://meet.google.com/bby-tyim-emf?authuser=0
Título: Coluna Prestes em Barra do Bugres: Usos do Patrimônio Histórico-Cultural no Ensino de História Local
Palavras-chave: Profhistória. Ensino de história. Memorialista. História Local. Coluna Prestes.
Páginas: 94
Resumo: Esta dissertação resulta de uma pesquisa realizada no Mestrado Profissional em Ensino de História (ProfHistória) da Universidade do Estado de Mato Grosso/UNEMAT, campus de Cáceres, e está inserida na linha de pesquisa Saberes Históricos no Espaço Escolar. Como ponto de partida da sua construção, foram apresentados os episódios em torno da passagem da Coluna Prestes por Barra do Bugres, Mato Grosso, em 20 de novembro de 1926, trazendo suas possibilidades de abordagem em sala de aula pelo viés da análise documental bibliográfica e dos vestígios históricos presentes no município e seus ecos e releituras na contemporaneidade, principalmente pela análise das produções e acervo do memorialista Jovino Ramos. Dentre seus objetivos está evidenciar as potencialidades pedagógicas para o ensino de história direcionado aos temas de história local, lugares de memória, análise documental e Coluna Prestes. Seu recorte espacial é a cidade de Barra do Bugres, em especial o local que marca a passagem da Coluna Prestes, onde foi erigido um monumento aos mortos no conflito com integrantes da Coluna, e aos escritos memorialísticos que compõem o acervo que documenta essa passagem pelo local. A metodologia de pesquisa foi principalmente a análise bibliográfica com o levantamento do estado da arte das produções barrenses e do acervo de obras escritas pelo memorialista Jovino Ramos (1999, 2001, 2003), análise dos monumentos históricos em Barra do Bugres. O recorte temporal são as inquietações do tempo presente a fim de compreender de que modo é possível trabalhar o período final da Coluna Prestes e sua passagem por Barra do Bugres, junto aos anos finais do Ensino Fundamental, especialmente nas turmas de nono ano. A pesquisa possibilitou a compreensão de que o trabalho com fontes que evidenciam a história local em sala de aula é necessário para a compreensão dos processos históricos, como eles estão interligados em uma escala do micro ao macro e como são construídos e transformados em narrativa pelo processo de investigação do historiador. Conclui-se, ao final, como os documentos e os monumentos relativos ao evento foram criados e utilizados para legitimação de discursos enviesados sobre o que é esquerda política, associando falsamente o ‘massacre da Coluna em Barra do Bugres’, como é comumente chamado pela mídia ao longo dos anos, de ‘comunismo’, sendo a representação do mal, presente nos discursos dos conservadores e da direita brasileira. Dentre seus resultados, é apresentado um guia de ensino sobre história local com a utilização de fontes a exemplo da leitura e análise de documentos e monumentos. O guia é pensado para auxiliar os professores em suas práticas docentes, com uma proposta metodológica alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ao Documento de Referência Curricular (DRC-MT) bem como às discussões da historiografia sobre uso de documentos como fonte histórica em sala de aula. Pode auxiliar ainda, para além dos eventos que versam sobre a Passagem da Coluna Prestes, outros, que da mesma forma, envolvam análise de fontes históricas. Dentre as lacunas observadas, está o fato de que mesmo presente nos documentos-referência da educação básica, há no Mato Grosso poucas iniciativas formativas para os docentes que querem trabalhar com esse modelo, concluindo-se que há, ainda, a necessidade de investimento em formação para os professores de História, trazendo estratégias e conteúdos relacionados ao ensino de História Local.
Membros da Banca:
Presidente - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Interno - FERNANDA MARTINS DA SILVA - UNEMAT
Membro Interno - OTAVIO RIBEIRO CHAVES - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - ADILSON JÚNIOR ISHIHARA BRITO - UFPA
Data: 11/04/2024 Hora: 13:30
Local: Universidade do Estado de Mato Grosso - Banca virtual - Unidade Regionalizada Cáceres- Virtualo
Título: AS RELAÇÕES DE ENSINO E APRENDIZAGEM NO ENSINO DE HISTÓRIA E OS ALCANCES DA HISTÓRIA LOCAL NA EDUCAÇÃO BÁSICA
Palavras-chave: Ensino de História. Ensino e Aprendizagem. História Local. Saberes Históricos.
Páginas: 103
Resumo: Esta dissertação está voltada para a área de Ensino de História e insere-se no requisito do Programa de Mestrado Profissional em Ensino de História (ProfHistória). A pesquisa tem como objetivo analisar o desenvolvimento da aula-oficina no ensino de História, de acordo com modelo proposto por Isabel Barca (2004) a partir da concepção da História Local, na perspectiva da organização e da produção do saber histórico dos estudantes. Para alcançar o objetivo desta dissertação, a pesquisa foi desenvolvida com duas turmas que compõe a etapa do 9º ano do Ensino Fundamental na Educação Básica da Escola Estadual Deputado João Evaristo Curvo, localizada no município de Jauru-MT, seguindo uma abordagem qualitativa, exploratória e descritiva, com elementos de pesquisa-ação. Como instrumentos de coleta de dados foram utilizados dois questionários (QT1e QT2) e caderno de campo. Dessa composição, a aula-oficina teve duplo papel: o de ser campo investigativo e, ao mesmo tempo, instituiu-se como espaço de produção de experiências pedagógicas no ensino de História, vislumbrando a coparticipação e a colaboração dos estudantes de forma ativa e reflexiva. Essas orientações e dinâmicas revelaram-se promissoras quanto aos desafios em articular e mediar os conhecimentos científico e culturais, o cotidiano dos estudantes e os saberes históricos.
Membros da Banca:
Presidente - MARION MACHADO CUNHA - UNEMAT
Membro Interno - OSVALDO MARIOTTO CEREZER - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - CARMEN LUCIA BEZERRA MACHADO - UFRGS
Bancas - 2022
Data: 30/11/2022 Hora: 09:00
Local: Cáceres, Mato Grosso
Título: ENSINO DE HISTÓRIA REPRESENTAÇÕES SOCIAIS SOBRE A RELIGIOSIDADE AFRO-BRASILEIRA: O CANDOMBLÉ EM TRAJETÓRIA
Palavras-chave: Ensino de História; Religiões afro-brasileiras, Candomblé, Intolerância religiosa.
Páginas: 74
Resumo: A presente dissertação tem como proposta investigar as diferentes representações sociais construídas sobre o candomblé, religião afro-brasileira, pelos professores das Escola Estadual Doutor Joaquim Augusto da Costa Marques na Escola e Escola Estadual Nossa Senhora de Fátima/Araputanga-MT. Espera-se que este estudo possa contribuir para formação de professores, na abordagem sobre as relações étnico-raciais com ênfase na religiosidade de matriz afro-brasileira, na especificidade do Candomblé no ensino de história. Isto de acordo com o que está definido na Lei 10.639/2002. Foi analisado o Projeto Político Pedagógico da primeira escola mencionada e desenvolvido entrevistas com professores das duas escolas, visando perceber como a temática sobre as religiões afro-brasileiras, em especial, sobre o candomblé tem sido trabalhado em sala de aula. Neste sentido, no primeiro capítulo da dissertação, intitulado "Ensino de história: dispositivos jurídico-legais que norteiam o ensino de história da África e cultura afro-brasileira”, será abordado sobre a escola em que trabalhei os conteúdos do Projeto Político-Pedagógico-PPP, o ensino de História, buscando analisar como a cultura afro-brasileira é posta neste currículo, e legislação que a ampara. No segundo capítulo, “Representações sociais sobre o Candomblé na Escola Estadual Dr. “Joaquim Augusto da Costa Marques” e Escola Estadual Nossa Senhora de Fatima/Araputanga-MT", procuramos trabalhar as representações sociais sobre o Candomblé produzidas por 12 professores das escolas acima mencionadas. Utilizamos o google Forms para coleta de informações junto aos entrevistados. A pesquisa foi feita no difícil período da pandemia do covid-19. Foi elaborado como material pedagógico (produto), uma oficina através de planos de aula roteirizado. Através desta, pretendemos trazer conhecimentos sobre o Candomblé baseado em autores que pesquisam sobre o assunto, com intuito de servir como material didático de uso para os professores em sala de aula.
Membros da Banca:
Presidente - OTAVIO RIBEIRO CHAVES - UNEMAT
Membro Interno - FERNANDA MARTINS DA SILVA - UNEMAT
Membro Interno - MARLI AUXILIADORA DE ALMEIDA - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - RICARDO TADEU CAIRES SILVA - UNESPAR
Data: 29/11/2022 Hora: 08:00
Local: Sala virtual: https://meet.google.com/kxo-ccrb-fbz?authuser=0&hs=122&ijlm=1668020580185&pli=1
Título: HISTÓRIA DAS MULHERES NEGRAS NOS LIVROS DIDATICO DE HISTÓRIA DO ENSINO FUNDAMENTA DE MATO GROSSO (2017-2019)
Palavras-chave: Mulheres Negras, Livros didáticos, Ensino de História
Páginas: 98
Resumo: Esta pesquisa analisou, como as mulheres negras foram representadas nos livros didáticos de história do ensino fundamental, da coletânea História, sociedade e cidadania de Alfredo Boulos Junior, referente ao triênio de 2017 a 2019. A investigação investigou as imagens, textos e atividades propostas nos conteúdos em que apresentam as experiências históricas dessas mulheres. Os materiais didáticos selecionados para a pesquisa são referentes aos livros utilizados nas turmas do sexto, sétimo, oitavo e nono ano do ensino fundamental. As análises e discussões foram permeadas pela perspectiva teórica de Djamila Ribeiro, Lélia Gonzalez, Circe Guimarães, Kabenguele Munganga, e Nilma Lino Gomes, Stuart Hall e bell hooks. Como resultado da pesquisa foi elaborado um guia didático, como produto a ser apresentado no programa de pós graduação profHistória. O material tem como proposta apresentar história biográficas de mulheres negras que tiveram múltiplas experiencias históricas, apresentando a história dessas mulheres desde a antiguidade, Brasil oitocentista e na história do tempo recente. Além dessas biografias há sugestões de atividades e filmes, para auxiliar o trabalho do professor para incluir a história dessas mulheres no conteúdo programático.
Membros da Banca:
Presidente - FERNANDA MARTINS DA SILVA - UNEMAT
Membro Interno - OSVALDO MARIOTTO CEREZER - UNEMAT
Membro Interno - OTAVIO RIBEIRO CHAVES - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - ANA CAROLINA DA SILVA BORGES - UFMT
Data: 28/11/2022 Hora: 14:30
Local: Cáceres - via on line
Título: ENSINO DE HISTÓRIA E HISTÓRIA DE CANARANA-MT: VIVÊNCIAS DE MIGRANTES E A HISTÓRIA DO LUGAR (1970-1980)
Palavras-chave: Ensino de História. História Oral. História do Lugar. Canarana/MT
Páginas: 144
Resumo: As formas de fazer História, inclusive no contexto escolar, variaram muito nos últimos séculos. A historiografia, por ter sua origem sempre em um dado contexto, tem o desafio de compreender-se nesse contexto, analisá-lo, desafiá-lo e influenciá-lo. O ensino de História no Brasil também passou por mudanças significativas em sua forma, conteúdo e objetivos desde a sua primeira formatação, no início do século XIX, até a segunda década do século XXI. Seus objetivos variaram desde a consolidação do sentimento patriótico, passando pela formação centrada no aluno da Pedagogia Nova, pela formação de mão de obra passiva da Pedagogia Tecnicista e, finalmente, pelo desenvolvimento do pensamento autônomo do aluno presente na BNCC. A formação de professores e a relação de conteúdos abordados refletem, em muito, os objetivos propostos em cada um dos períodos. Ressalta-se, na atual conjuntura educacional, a necessidade de discutir a historicidade de cada sujeito em seu contexto. Assim, destaca-se a importância de trabalhos relacionados a memória e História Oral como subsídio para a construção e estudo da História do lugar. Partindo do desafio de avançar para além da história oficial da cidade de Canarana/MT, que tem como marco inicial o projeto de colonização homônimo iniciado em 1972 por colonos oriundos do estado do Rio Grande do Sul, este estudo objetivou investigar a existência e contribuição de outros sujeitos no processo de ocupação do território. Para tal, a metodologia da História Oral serviu de subsídio a fim de coletar, analisar e divulgar os relatos desses sujeitos que, por vezes, não são considerados na construção da história desse lugar. Estudantes de Ensino Médio da Escola Estadual Paulo Freire, de Canarana/MT, integraram o projeto como os principais protagonistas no processo de investigação e análise dos dados coletados, na perspectiva da construção de um saber histórico escolar. Num contexto de pluralidade de ideias, o ensino de História também vê-se plural e diverso. E, em sintonia com o desenvolvimento das propostas educacionais encontradas na BNCC, a utilização da História Oral para o estudo de questões relacionadas a Memória e a História Local, coloca-se como uma das possibilidades que vem ao encontro da ideia de autonomia de pensamento do aluno e de produção de sua própria História e identidade.
Membros da Banca:
Presidente - MARIA DO SOCORRO DE SOUSA ARAUJO - UNEMAT
Membro Interno - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Interno - FERNANDA MARTINS DA SILVA - UNEMAT
Data: 28/11/2022 Hora: 09:00
Local: Faculdade de Ciências Humanas - Cáceres
Título: OS CHIQUITANO E A CONSTRUÇÃO DE CÁCERES-MT: HISTÓRIA, MEMÓRIA E VALORIZAÇÃO
Palavras-chave: Chiquitano. Vila Maria do Paraguai. Cáceres. Memória.
Páginas: 125
Resumo: Durante muito tempo, a história abordou a questão do Brasil colonial sob o discurso do colonizador, atribuindo ao europeu um lugar de destaque, de conquistador e descobridor de terras desconhecidas. Ainda que fossem desconhecidas, essas terras não estavam despovoadas, havendo nelas muitos povos indígenas. Sob esse viés, este trabalho objetiva-se a compreender o papel do povo Chiquitano na construção, povoamento e desenvolvimento da cidade de Cáceres, enquanto ainda era Vila Maria do Paraguai, a fim de elucidar o percurso histórico que culminou nesse acontecimento. Trata-se de uma abordagem qualitativa, cujo objetivo se pauta na pesquisa exploratória e tem como método o caráter bibliográfico, que consistiu em levantar dados por meio de documentos históricos, pesquisas acadêmicas e demais fontes que puderam contribuir para a discussão. Em relação ao aporte teórico, ancoramo-nos nos trabalhos que versam sobre a temática Chiquitana, bem como a fundação da cidade de Cáceres e região de Mato Grosso. Diante disso, os resultados da pesquisa apontam, com clarividência, que os Chiquitano são os maiores responsáveis na consolidação de Vila Maria do Paraguai, em que atuavam não só como moradores, trabalhadores e em determinado momento da história, protetores da fronteira, mas também como detentores de saberes necessários para que essas ações fossem possíveis. Os dados obtidos através de documentos também apontaram que os Chiquitano não foram importantes apenas para a Coroa portuguesa, como também para a Coroa Espanhola em diferentes momentos, uma vez que eles eram os verdadeiros donos da terra e, consequentemente, o ponto chave dessa parte da história.
Membros da Banca:
Presidente - DOMINGOS SAVIO DA CUNHA GARCIA - UNEMAT
Membro Interno - OSVALDO MARIOTTO CEREZER - UNEMAT
Membro Interno - OTAVIO RIBEIRO CHAVES - UNEMAT
Data: 01/09/2022 Hora: 19:00
Local: https://meet.google.com/acs-yfbn-cpw?authuser=0
Título: ENSINO DE HISTÓRIA E O GOVERNO VARGAS (1930-1945): UMA ANÁLISE DE CHARGES
Palavras-chave: ProfHistória. Ensino de História. Conhecimento histórico escolar. Charges. Governo Vargas (1930-1945). BNCC.
Páginas: 127
Resumo: A presente dissertação tem como objetivo principal a utilização de charges no ensino de História. A partir da análise dos principais documentos referentes a educação brasileira no século XX e início do século XXI, constatamos que só recentemente, a partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), da Lei de Diretrizes de Bases Lei 9394/96 (LDB) e da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é que a preocupação com métodos de ensino que utilizem fontes históricas e análise de documentos passaram a ser considerados competências e habilidades que devem orientar a prática dos professores de história nas escolas. Desse modo, seguindo essas orientações, fizemos uma seleção de charges publicadas entre 1930 e 1945, período conhecido como governo Vargas, que retratam os principais acontecimentos políticos que se consagraram como fatos históricos. As charges foram selecionadas por meio do site da Biblioteca Nacional, sessão Hemeroteca, e o periódico por nós escolhido foi a revista ilustrada Careta. Este trabalho se enquadra no campo teórico da história do imaginário, e enfatiza a importância do uso de fontes iconográficas para construção do conhecimento histórico escolar, onde alunos, professores e escola, de forma dialética, problematizam, questionam, ressignificam e produzem conhecimentos originais a partir dos currículos prescritos.
Membros da Banca:
Presidente - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Interno - JAIRO LUIS FLECK FALCAO - UNEMAT
Membro Interno - MARIA DO SOCORRO DE SOUSA ARAUJO - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - THIAGO CAVALIERE MOURELLE - UERJ
Bancas - 2021
Data: 29/11/2021 Hora: 09:00
Local: Google Meet
Título: ENSINO DE HISTÓRIA E FACEBOOK: IMPLICAÇÕES NA CONSCIÊNCIA HISTÓRICA DE ESTUDANTES DO TERCEIRO ANO DO ENSINO MÉDIO DE UMA ESCOLA PÚBLICA DE MIRASSOL D’ OESTE
Palavras-chave: Consciência histórica; Didática da História; valorização do humano.
Páginas: 127
Resumo: A presente dissertação de mestrado profissionalizante ProfHistória, cuja linha de pesquisa é Linguagens e Narrativas Históricas, tem como objetivo geral entender a capacidade humana de “ler o mundo”, uma certa atuação política, entendendo esta como um fator histórico com capacidade de influenciar significativamente na vida das pessoas, logo, para que tal capacidade possa fluir de maneira mais assertiva é necessário procurar responder a pergunta: como desenvolver um trabalho pedagógico com as postagens, na perspectiva do ensino de história? Entendemos que ao responder também estamos construindo conhecimento, e que na resposta a tal questão é necessário direcionar os trabalhos para a interpretação de narrativas postadas em rede social Facebook, cujo foco em questão será o ensino de história, observando a consciência histórica em torno do racismo. Direcionamos nosso foco nas narrativas, no entanto não desconsideramos a importância das imagens que são inerentes as relações sociais no Facebook. Por meio da pesquisa interpretativista o professor direciona atividades em um grupo fechado na rede social, posteriormente colhe as narrativas buscando contextualizá-las com a história e o ensino de história. Discutimos a didática da história, e de maneira breve apresentamos autores que não comungam com Rüsen (2001, 2019) e Cerri (2011) sobre a didática e a transposição, no entanto, fazem parte da historiografia do Ensino de História. Debatemos também a concepção da consciência histórica que é expressa por meio das narrativas, e que é necessário entendê-las, bem como compreender suas tipologias temporais. Tais concepções de ensino aplicada no contexto escolar pode ser libertadora, ela pode atuar no sentido de proporcionar com que o sujeito seja um crítico de sua sociedade, bem como saiba seu papel social. Ocorre que para trabalhar com o desenvolvimento da mesma é necessário trabalhar com os conceitos substantivos e de segunda ordem, trabalho orientado pela literacia histórica e pela didática da história, esta é um conhecimento teórico que para muitos estudiosos do ensino de história é um campo do saber, uma área de conhecimento. A didática da história também ajuda no desenvolvimento da consciência histórica a partir do momento que procura entender o conhecimento comum, o científico, e o escolar, com intuito de propor o debate reflexivo de crescimento dos sujeitos. Discutimos sobre os ambientes de aprendizagem, meios de comunicação, redes socias, Facebook como ferramenta pedagógica, inclusive o próprio site apresenta dicas aos professores. Procuramos mostrar a necessidade de utilizar o Facebook como uma possibilidade de aproximação do conhecimento dos alunos, aproximar do que os mesmos entendem sobre história. Na presente dissertação a ideia da valorização do saber do aluno é abundantemente explorada com pensadores da educação, da psicologia, do ensino de história, pois, acreditamos haver possíveis ligações entre eles. Nesta dissertação o desenvolvimento humano é apresentado pelos teóricos como: Barca (2019); Carrenho, Tassinari e Pinto (2010); Cerri, (2011); Fonseca (2011); Freire (1967, 2002); Lee (2006, 2016); Rogers (1985); Rüsen (2001, 2019); Schmidt (2009, 2010, 2014, 2019); destes os que mais foram utilizados, pilares principais: Cerri (2011), Rogers (1985) e Rüsen (2001, 2019). Ademais, na dissertação, discute-se bastante as TCIs na atualidade e suas consequências escolares e sociais como um todo.
Membros da Banca:
Presidente - JAIRO LUIS FLECK FALCAO - UNEMAT
Membro Interno - MARIA DO SOCORRO DE SOUSA ARAUJO - UNEMAT
Membro Interno - REGIANE CRISTINA CUSTODIO DE FIGUEIREDO - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - RAFAEL SADDI TEIXEIRA - UFG
Data: 26/11/2021 Hora: 14:00
Local: UNEMAT via remota
Título: ENTRE SABERES E VOZES: AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NO ENSINO DE HISTÓRIA E AS TEMÁTICAS DE GÊNERO E SEXUALIDADE FORA DO ARMÁRIO
Palavras-chave: Gênero; Sexualidade; Ensino de História
Páginas: 95
Resumo: Esta dissertação de mestrado é fruto da pesquisa construída no âmbito do Programa de Pós-graduação Stricto Sensu, Mestrado Profissional em ensino de História – ProfHistória Núcleo da Universidade do Estado do Mato Grosso – UNEMAT. O principal motivador desta pesquisa justificou-se no cenário de violências e discriminações que ocorrem no contexto escolar e o papel dos professores de história na promoção de práticas pedagógicas voltadas para as diferenças e diversidades na contemporaneidade. O objetivo geral desta pesquisa foi identificar se, e como as temáticas de gênero e sexualidade são trabalhadas nas práticas pedagógicas de professores de história da Rede Básica de Educação do Estado de Mato Grosso. Como objetivo específico, buscou-se identificar como estão apresentadas pelas Orientações Curriculares das Diversidades Educacionais (2012) e o Documento de Referência Curricular (2018), no que se refere o uso das temáticas de gênero e sexualidade como princípio pedagógico. Como metodologia desta pesquisa utilizamos entrevista oral via história oral. Foram realizadas entrevistas com quatro professores de história da Educação Básica da Rede Pública do Estado de Mato Grosso (SEDUC/MT), acerca da temática de gênero e sexualidade e suas práticas pedagógicas. As entrevistas foram operadas pela história oral temática (que prioriza o fazer científico voltado para as vozes de indivíduos historicamente excluídos e silenciados), gravadas na plataforma Google Meet, seguida pelo roteiro de entrevista elaborado previamente. Na interpretação dos relatos de professores, por meio do uso do conceito de interseccionalidade buscou-se promover reflexões que auxiliem na compreensão da ausência/presença da temática de gênero e sexualidade no ensino de história. Por meio desta investigação consideramos que a tímida presença das discussões de gênero e sexualidade nas práticas pedagógicas do ensino de história, tem contribuído para a resistência frente às formas dominadoras de produção saberes e constituição identitária. Compreendemos que há um cenário de silenciamento e apagamento expressas pela ausência de posicionamento e autorreflexão das práticas pedagógicas do ensino de história no que se refere as temáticas de gênero e sexualidade.
Membros da Banca:
Presidente - OSVALDO MARIOTTO CEREZER - UNEMAT
Membro Interno - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Interno - REGIANE CRISTINA CUSTODIO DE FIGUEIREDO - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - FERNANDO SEFFNER - UFRGS
Data: 26/11/2021 Hora: 08:00
Local: googlemet
Título: MEMES QUE “FORAM LONGE DEMAIS”: REPRESENTAÇÕES E ENSINO DE HISTÓRIA
Palavras-chave: ProfHistória. Ensino de História. Memes. Datas Históricas.
Páginas: 100
Resumo: Nesta pesquisa analisamos fontes relacionadas as datas históricas: o 19 de abril – O dia do Índio; o 15 de novembro – Proclamação da República e o 20 de novembro – O Dia da Consciência Negra para se ensinar História do Brasil no presente por meio de memes de internet que retiramos de blogs e sites. O nosso objetivo é apresentar ao público um trabalho que contribua para um ensino de História mais crítico, democrático e cidadão. Os procedimentos teóricos-metodológicos (pesquisa bibliográfica) utilizados nesse estudo aportam-se em análises das representações sobre as datas históricas, dialogando com autores do campo da História das tecnologias virtuais – memética e Ensino de História. A partir dessa pesquisa produzimos um material pedagógico em formato de blog nomeado de BlogHistória, para utilizar os memes nas aulas de História. Como resultado desse trabalho concluímos que a escola pode e deve se adaptar as novas linguagens e demandas dos estudantes contribuindo para uma educação mais plural, democrática e que incorpora os hábitos dos alunos ao ensino de História. Os memes de internet se tornam importantes, mas não únicos, aliados do professor de História contribuindo para o protagonismo dos estudantes no processo de construção do conhecimento.
Membros da Banca:
Presidente - MARLI AUXILIADORA DE ALMEIDA - UNEMAT
Membro Interno - OSVALDO MARIOTTO CEREZER - UNEMAT
Membro Interno - REGIANE CRISTINA CUSTODIO DE FIGUEIREDO - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - RENILSON ROSA RIBEIRO - UFMT
Data: 03/09/2021 Hora: 13:30
Local: Universidade do Estado de Mato Grosso - Banca virtual - Unidade Regionalizada Cáceres
Título: O USO DA REALIDADE AUMENTADA PARA O ENSINO DE HISTÓRIA: UMA METODOLOGIA ATIVA
Palavras-chave: Realidade Aumentada; Ensino de História; Metodologia Ativa; Aplicativos de Realidade Aumentada
Páginas: 119
Resumo: Com a globalização, o surgimento da internet e o desenvolvimento das novas Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC), as aulas de história têm a oportunidade de enfrentar novas estratégias que dinamizam os temas e os conteúdos que estão sendo desenvolvidos em sala de aula. A integração da Realidade Aumentada (RA) cresceu como uma tecnologia emergente com fortes possibilidades de aplicação no campo de ensino da história. Do ponto de vista dos professores deste novo século, promover a utilização de novas ferramentas de comunicação didática para o ensino se torna inevitável para poderem cumprir os seus objetivos e tornar as aulas mais atrativas, chamando a atenção dos alunos, no movimento de um novo protagonismo no ensino e aprendizagem. Do ponto de vista dos alunos do século XXI, trabalhar com recursos tecnológicos e aplicativos dedicados faz com que suas demandas por uma nova forma de aprendizagem sejam mais plenamente atendidas, sob novas metodologias, em correspondência com as concepções das metodologias ativas. A utilização da RA no ensino de história é recente e trata-se de uma oportunidade de mudança para enfrentar a típica aula tradicional, a partir de uma tecnologia que permite não somente sobrepor elementos virtuais à nossa visão da realidade, mas, também, ser uma ferramenta estratégica de metodologia ativa. O objetivo deste estudo foi o de analisar como a realidade aumentada pode ser viabilizada como metodologia ativa no ensino de história. Foi aplicado um questionário a um grupo de professores de história do ensino básico, com o objetivo de compreender a relação destes sobre o uso de tecnologias digitais na sala de aula, especialmente para as ferramentas em RA, bem como foi aplicada a oficina para apresentar ao público-alvo o conceito de RA e as ferramentas que utilizam tal tecnologia. Como produto pedagógico, o presente estudo fez o levantamento dos principais aplicativos que podem ser utilizados na disciplina de História para servir como um portifólio disponível em blog, ao docente e, por conseguinte, contribuir com o processo de ensino e aprendizagem para a referida disciplina.
Membros da Banca:
Presidente - MARION MACHADO CUNHA - UNEMAT
Membro Interno - OSVALDO MARIOTTO CEREZER - UNEMAT
Membro Externo ao Programa - ALMIR ARANTES - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - JAIME JOSE ZITKOSKI - UFRGS
Data: 27/08/2021 Hora: 14:00
Local: UNEMAT via remota
Título: A INICIAÇÃO CIENTÍFICA NO ENSINO DE HISTÓRIA: APRENDIZAGENS SOBRE ROLIM DE MOURA – RO
Palavras-chave: Aprendizagens. Iniciação Científica. Pesquisa. Ensino de História. ProfHistória.
Páginas: 158
Resumo: A presente dissertação resulta de uma pesquisa realizada no Mestrado Profissional em Ensino de História (ProfHistória) da Universidade do Estado de Mato Grosso/UNEMAT, campus de Cáceres. A iniciação científica como metodologia de aprendizagem no ensino de história local constitui-se objeto de estudo que mobilizou experiências de pesquisa em História com estudantes dos 3º anos da Escola Estadual de Ensino Médio em Tempo Integral Cândido Portinari, de Rolim de Moura – Rondônia. As pesquisas foram desenvolvidas em 2019 a partir de projetos de iniciação científica nas disciplinas de História e História de Rondônia tendo como objetos de estudo a história da formação do município de Rolim de Moura – RO. Os projetos de iniciação científica ocorreram com as orientações e colaboração do professor das disciplinas acima mencionadas, a partir da concepção de pesquisa-ação, pois, nesta concepção, ao mesmo tempo em que o professor é pesquisador e orientador de seus estudantes, ele próprio pesquisa a sua ação de trabalhar a iniciação científica (projeto e pesquisa) com estudantes do ensino médio e quais as contribuições desta ação para o ensino de História. Os principais referenciais teóricos utilizados neste trabalho são dos autores que discutem sobre o ensino de História no Brasil: Bittencourt (2018), Guimarães (2018) e Silva (2003), a concepção de pequisa-ação: Thiollent (2011) e Tripp (2005) e a concepção de pesquisa e iniciação científica: Demo (2011) e Freire (2016) e Bagno (2014). A metodologia empregada para a composição das fontes são os relatos de experiências produzidos a partir de resumo expandidos pelos estudantes que desenvolveram os projetos de iniciação científica e de entrevistas, que foram realizadas por meio da metodologia da história oral a partir da concepção teórica de Alberti (2004) que a concebe como metodologia. A iniciação científica mostrou-se uma significativa metodologia didática para o ensino de História, uma vez que contribuiu para o estudo da história do município de Rolim de Moura, proporcionando aos estudantes aprendizados sobre a história local em conexão com a regional e nacional, proporcionando a experiência de desenvolver pesquisa no ensino médio a partir dos projetos de iniciação científica desenvolvidos.
Membros da Banca:
Presidente - REGIANE CRISTINA CUSTODIO DE FIGUEIREDO - UNEMAT
Membro Interno - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Interno - MARLI AUXILIADORA DE ALMEIDA - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - RENILSON ROSA RIBEIRO - UFMT
Data: 26/08/2021 Hora: 14:00
Local: Universidade do Estado de Mato Grosso - Banca virtual - Unidade Regionalizada Cáceres
Título: O ENSINO DE HISTÓRIA E A LEI Nº. 11.645/08: ENTRE O DEVER DE MEMÓRIA E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
Palavras-chave: Lei nº. 11.645/08. Ensino de História. Dever de Memória. Vivências e Experiências Docentes.
Páginas: 106
Resumo: A presente pesquisa teve por objetivo analisar como ocorre a implementação da Lei Federal nº. 11.645/08 na educação básica em Lambari D’Oeste/MT a partir das vozes de professores egressos do Curso de Licenciatura Plena em História, da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), Campus Cáceres, que atuam nas escolas municipais e estaduais do município. Utilizamos fontes orais com entrevistas com professores da disciplina de História, valendo-se de estudos de documentos, como orientações curriculares nacionais e estaduais, diretrizes e bibliografias sobre o tema. Nossa inquietação é compreender as múltiplas vozes dos colaboradores: suas vivências e experiências sobre suas práticas pedagógicas a respeito do tema estudado.
Membros da Banca:
Presidente - MARION MACHADO CUNHA - UNEMAT
Membro Interno - OSVALDO MARIOTTO CEREZER - UNEMAT
Membro Externo ao Programa - ALMIR ARANTES - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - WALTER GÜNTHER RODRIGUES LIPPOLD - IFRS
Data: 01/07/2021 Hora: 14:30
Local: Unemat via Google meet
Título: DITADURA CIVIL-MILITAR BRASILEIRA E O ENSINO DE HISTÓRIA PELA DIMENSÃO DAS MATÉRIAS JORNALÍSTICAS DO JORNAL “CORREIO CACERENSE” (1968-1978)
Palavras-chave: ProfHistória; Ensino de História; Jornais; Ditadura Civil-Militar; Cáceres- MT.
Páginas: 153
Resumo: Esta dissertação estuda as formas como a ditadura civil-militar brasileira foi veiculada nos noticiários do Jornal Correio Cacerense, na cidade de Cáceres/MT, como um material de suporte ao Ensino de História. As análises das publicações estão centradas na influência da imprensa na formulação de opiniões no cotidiano da cidade e as prováveis intervenções sociais e políticas que aconteceram durante a ditadura, especialmente entre 1968 e 1978. Considerando que as fontes documentais se constituem como uma memória sobre os acontecimentos e assim tomando o Jornal Correio Cacerense como suporte de memórias sócio-históricas, analisamos a constituição de uma “memória positiva” sobre o regime militar que ainda é preponderante no coletivo social da cidade, destacando o que ainda é lembrado e o que foi esquecido, como também apresentar os possíveis aspectos que compõem as formulações dessas memórias. Para isso, realizamos a análise das publicações do jornal Correio Cacerense, buscando construir um diálogo com as fontes teóricas que abordam a Ditadura Civil-Militar no Brasil. Assim sendo, para fundamentar teoricamente sobre a temática abordada, utilizamos os autores Napolitano (2014), Ferreira e Delgado (2019), Fico (2014), Carvalho (2012), dentre outros. Desta maneira, as discussões que abarcam este trabalho também estão direcionadas para o uso das fontes documentais para o ensino de História, sobretudo as notícias jornalísticas como possibilidade para a aprendizagem histórica. Para isso, foi fundamental compreender o Arquivo Público Municipal de Cáceres como um lugar de memória que aloca esses documentos que constituem parte da memória sócio-histórica da cidade. Na perspectiva de pensar o ensino de História e o uso das fontes documentais, recorremos às autoras Bittencourt (2011; 2017), Fonseca (2011), Schmidt e Cainelli (2004), Fonseca (1993), dentre outros. Por fim, temos como parte desta dissertação a produção de um material pedagógico que se configura por uma proposta de Unidade Temática Investigativa. Assim, o “produto pedagógico” servirá como ferramenta para auxiliar os professores de História em suas práticas pedagógicas a abordarem a temática da Ditadura Civil-Militar no Brasil e possíveis repercussões em Cáceres.
Membros da Banca:
Presidente - MARIA DO SOCORRO DE SOUSA ARAUJO - UNEMAT
Membro Interno - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Interno - FERNANDA MARTINS DA SILVA - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - LUIS CESAR CASTRILLON MENDES - FUFGD
Data: 25/06/2021 Hora: 18:00
Local: Unemat via Google meet
Título: MEMÓRIAS DE MIGRANTES E ICONOGRAFIAS NA COMPOSIÇÃO DO ENSINO DE HISTÓRIA EM COMODORO, MATO GROSSO
Palavras-chave: Ensino de História. História Local. Profhistória. TDIC
Páginas: 152
Resumo: Esta dissertação tem como base a questão do ensino de história que parte do local (história local), visando propiciar e promover conhecimentos acerca do processo migratório para a cidade de Comodoro-MT, durante as décadas de 1970 e 1980. O ensino dos conhecimentos históricos em uma perspectiva local está ancorado e é discutido nos diversos documentos que regem a Educação Básica no Brasil e no Estado de Mato Grosso, como na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), nas Orientações Curriculares de Mato Grosso (OCMT), dentre outros, os quais o consideram como primordial para o desenvolvimento intelectual e social dos estudantes. Pautando-se nesses documentos e em discussões teóricas pertinentes à temática da pesquisa, realizamos debates envolvendo o ensino de história e metodologias de ensino-aprendizagem fundamentadas especialmente na história local, tendo como principais teóricos, Brodbeck (2012), Gonçalves (2007) e Schmidt (2007). A pesquisa de abordagem qualitativa do tipo descritiva teve como principal enfoque documental as entrevistas com revisitação da memória dos migrantes advindos das mais diversas regiões do país, entre as décadas de 1970 e 1980, e foram realizadas com a metodologia de história oral, a partir das concepções teóricas de Alberti (2004). Estes, ao se estabelecerem aqui, contribuíram para a formação de uma comunidade a partir de um nucleamento rural-urbano que culminou com a formação da cidade de Comodoro-MT. A dissertação foi produzida como requisito do Programa de Mestrado Profissional em Ensino de História (PROFHISTÓRIA) e busca trazer contribuições à lacuna historiográfica quanto ao processo de migração e formação da cidade de Comodoro-MT. Frente a isso, procuramos produzir uma historiografia da localidade, com foco no processo migratório para a região e de formação do município. As discussões relacionadas aos processos que impulsionaram a migração para as regiões Centro-Oeste e Norte do país, rumo à chamada Amazônia Legal, na qual Comodoro se insere, estão ancoradas nas concepções teóricas de Guimarães Neto (2003). O aporte teórico acerca de memórias e o processo de ensino-aprendizagem seguem a perspectiva teórica de Le Goff (1990) e Halbwachs (1968), dentre outros estudiosos, e as discussões que fundamentam as iconografias, têm como principal referencial teórico Kossoy (2001; 2002). O viés da História Cultural discutido no texto fundamenta-se, sobretudo, no aporte teórico de Roger Chartier (2002). A presente dissertação divide-se em três capítulos, através dos quais ambicionamos promover um estímulo aos professores da educação básica do município a incluírem esses conteúdos e documentos referentes à história local em suas práticas de ensino. Dedicamos uma sessão dessa dissertação a um debate acerca das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC), como uma breve discussão acerca do seu papel no processo de ensino-aprendizagem no século XXI, culminando com a apresentação do produto pedagógico, resultado dessa dissertação e das discussões nela travadas. O website intitulado “Saber mais de História Local - Memória & História comodorense”, foi idealizado e criado com a pretensão de impulsionar o acesso da comunidade comodorense, sobretudo, professores e alunos, a materiais histórico-documentais, imagéticos e cartográficos que proporcionem e ampliem as possibilidades de trabalho com a história local. Partimos do pressuposto de que a história é de grande relevância para a formação dos discentes enquanto cidadãos críticos e pensantes que conhecem e compreendem a história da qual fazem parte. Esperamos que os materiais produzidos a partir dessa dissertação possibilitem aos estudantes oportunidades de compreenderem a história de construção e constituição da localidade onde vivem, bem como se entenderem como parte desse processo histórico que está em constante construção.
Membros da Banca:
Presidente - MARIA DO SOCORRO DE SOUSA ARAUJO - UNEMAT
Membro Interno - JOAO IVO PUHL - UNEMAT
Membro Interno - REGIANE CRISTINA CUSTODIO DE FIGUEIREDO - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - CARLA MONTEIRO DE SOUZA - UFRR
Data: 10/06/2021 Hora: 14:00
Local: Plataforma google meet - meet.google.com/woz-nnnh-vrb
Título: GAMIFICAÇÃO E JOGOS COM FINS DIDÁTICOS NO ENSINO DE HISTÓRIA
Palavras-chave: ProfHistória. Ensino de História. Gamificação. Jogos com fins didáticos.
Páginas: 127
Resumo: O tema gamificação e jogos com fins didáticos no ensino de história tenta responder uma questão muito presente na atualidade, isto é, como estas metodologias diferenciadas poderiam contribuir na prática profissional do ensino de história para os estudantes do ensino fundamental anos finais? O uso da gamificação e jogos por professores na educação básica tem sido compreendido como uma metodologia que auxilia no desenvolvimento cognitivo, favorecendo o desenvolvimento de habilidades e por estas razões promove uma aprendizagem que possui significação para as crianças e os adolescentes, uma vez que se aproxima de suas realidades e permite que se sintam participantes do processo. A pesquisa foi desenvolvida por meio da metodologia participante de Pedro Demo (1982) com estudantes da Escola Sesc Pantanal em Poconé – MT. Esta, tem como propósito, permitir que os estudantes mantenham uma relação de interação com o professor pesquisador na busca por soluções dos problemas. Os referenciais teóricos utilizados foram: Marcello Paniz Giacomoni (2013); Isabel Barca (2001); Flávia Eloisa Caimi (2006); Thais Nívia de Lima Fonseca (2011); Lilian Bacich e José Moran (2018); Geniana dos Santos e Hugo Bovareto de Oliveira Horsth (2019). Como resultado, a pesquisa atesta que tanto os jogos com fins didáticos como as práticas de gamificação promovem a aprendizagem dos estudantes do ensino fundamental anos finais, operando como um motor motivador e fazendo com que estes se sintam participantes do processo, tornando ativo e significativo o momento de construir conhecimentos históricos.
Membros da Banca:
Presidente - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Interno - JAIRO LUIS FLECK FALCAO - UNEMAT
Membro Interno - OSVALDO MARIOTTO CEREZER - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - MARCELO PANIZ GIACOMONI - UFRGS
Data: 11/05/2021 Hora: 14:00
Local: Virtual - meet.google.com/nkt-icfb-xxv
Título: COMPOSIÇÃO MUSICAL NO ENSINO DE HISTÓRIA: UMA METODOLOGIA APLICADA EM ESCOLA PÚBLICA – VILHENA -RO
Palavras-chave: ProfHistória. Ensino de História. Composição Musical. Diferentes linguagens.
Páginas: 152
Resumo: Esta dissertação em ensino de História versa sobre o estudo investigativo do uso da composição musical como metodologia ativa de ensino que viabilize à aprendizagem significativa e crítica dos conteúdos de História. O problema que motivou a investigação foi como se dá o fenômeno do emprego de linguagens diferenciadas no ensino de História? Essa investigação teve como objetivo geral analisar a possibilidade do emprego da composição musical com temas históricos nas aulas de História. Também pretendeu atingir os objetivos específicos tais como: conhecer e aprimorar o uso da musicalidade no ensino de História; criar estratégias para ensinar os conteúdos do livro didático, por meio da composição de músicas em parceria com alunos do ensino fundamental; diferenciar métodos de ensino em História por meio do emprego da composição musical, com a intenção de cognição histórica; avaliar os estudantes do Colégio Tiradentes da Polícia Militar – CTPM – V, localizado na cidade de Vilhena – RO, com o propósito de verificar a aprendizagem pretendida com a pesquisa. Para fundamentar teoricamente a pesquisa, com relação aos processos da educação e do ensino, utilizou-se Carla Beatriz Meiners (2010), Circe Bittencourt (2008), Paulo Freire (1996), Ana Maria Ferreira da Costa Monteiro (2007) e Selva Guimarães (2012). Na perspectiva de analisar o emprego da música no ensino de História, recorreu-se às obras de Tiago Madolozzo (2015), José D’Assunção Barros (2018) e Ramon Bezerra Souza (2018). É uma pesquisa de abordagem qualitativa do tipo descritiva. Para a realização da coleta de dados, a pesquisa deu-se por meio da realização de prática didática com o recurso de oficinas realizadas em sala de aula no ano de 2019, empregando a composição musical com temas históricos nas atividades, que envolveu os alunos do ensino fundamental. Como propôs a pesquisa, com o desenvolvimento da prática pedagógica mediante oficinas em sala de aula, realizou-se a coleta de relato das experiências, assim como a descrição das ações realizadas. Por conseguinte, a investigação contribui para compreender a relação entre professor e aluno envolvidos no processo de ensino de História com a realização de composição de músicas com temas históricos. Com o que foi discorrido, verificou-se que, o fenômeno da aprendizagem significativa uma vez que os alunos relacionaram seus saberes com as propostas de conteúdo detectando as rupturas e permanências dos acontecimentos tais como exploração da mão de obra das classes mais necessitadas, preconceito de gênero, em específico contra as mulheres e racismos vigentes na sociedade atual. O que foi dissertado, apresenta o posicionamento crítico dos alunos ao constatarem e proferirem sobre os aspectos de exclusão, exploração, machismo e discriminação, nos conteúdos propostos para as oficinas. Além disso, destaca a importância de diferentes linguagens para o ensino de História. Como produto, foram elaborados três vídeos musicalizados, elaborados a partir das composições realizadas nas oficinas. Os vídeos ilustrados com desenhos autorais dos alunos ficarão disponíveis em plataforma digital para que os professores possam utilizá-los em suas aulas de História.
Membros da Banca:
Presidente - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Interno - MARLI AUXILIADORA DE ALMEIDA - UNEMAT
Membro Interno - REGIANE CRISTINA CUSTODIO DE FIGUEIREDO - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - SANDRA CRISTINA FAGUNDES DE LIMA - UFU
Bancas - 2020
Data: 29/05/2020 Hora: 14:00
Local: Forma Remota
Título: DE LAGOA DAS CONCHAS À SANTA RITA DO TRIVELATO: MEMÓRIAS, NARRATIVAS E ENSINO DE HISTÓRIA LOCAL
Palavras-chave: ProfHistória, ensino de história, memória.
Páginas: 98
Resumo: O município de Santa Rita do Trivelato teve sua origem no contexto das políticas fundiárias de ocupação do norte do Estado de Mato Grosso, na década de 1970. O lugar que anteriormente era conhecido como Lagoa das Conchas foi colonizado por pequenos camponeses vindos do sul do país, mais especificamente do Paraná. Estes camponeses foram seduzidos pela promessa de terras férteis e baratas, ao mesmo tempo em que se viam obrigados a vender suas áreas no sul do país para os grandes latifundiários que estavam promovendo a mecanização da agricultura e ampliação das áreas de cultivo. No contexto da Doutrina de Segurança Nacional, cujo lema era “Integrar para não Entregar” por meio da representação elaborada sobre a “Fronteira Agrícola” que era anunciada como “terras livres” do estado, muitos migrantes deixaram suas famílias e uma vida de incertezas para plantar nas novas terras mato-grossenses sonhos e realizações. A Vila Trivelato era apresentada como o lugar das oportunidades, onde o progresso e o desenvolvimento já estavam acontecendo. A construção da BR -163 que passaria pela vila era esperada com muita expectativa, além da rodovia, a vila ainda seria contemplada com a construção de uma usina hidrelétrica no rio Teles Pires. Essa imagem construída pela Colonizadora Trivelatto, divulgada por meio dos corretores e da propaganda nas cidades do estado do Paraná, fomentou a colonização da Vila de Trivelato. No entanto, as dificuldades encontradas pelas primeiras famílias que chegaram a Vila de Trivelato fizeram com que muitos colonos desistissem de suas áreas, iniciando a segunda fase da colonização da vila. Dessa forma, existem na cidade dois grupos que requerem para si o lugar de pioneiros, forjando uma disputa entre a memória oficial representada no discurso daqueles que foram beneficiados pelo empreendimento, e a memória daqueles que não aceitam a memória oficial, contestando e questionando os discursos elaborados pelos grupos dominantes. A memória oficial busca criar uma identidade coletiva para os moradores da cidade, as falas dessa memória reforçam a cidade como terra das oportunidades, passando uma mensagem de que todos os que trabalham e são disciplinados conseguem vencer as dificuldades, sobretudo as financeiras, saindo da condição de empobrecidos emergindo um discurso que não representa as famílias que dizem ter chegado primeiro ao lugar e não tiveram sucesso com e na colonização. Ao estudar sobre a história local de Santa Rita do Trivelato ficou evidenciada a possibilidade de trabalhar nas aulas de história da rede municipal o ensino de história voltado para as narrativas produzidas pelos moradores da cidade, compreendendo como as narrativas que foram criadas tinham como objetivos instituir verdades e compondo uma história única, sem indagações e questionamentos. E a partir do trabalho com as fontes orais, elaboraremos outras histórias, outros enredos e outros significados.
Membros da Banca:
Presidente - OSVALDO MARIOTTO CEREZER - UNEMAT
Membro Interno - MARION MACHADO CUNHA - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - RENILSON ROSA RIBEIRO - UFMT
Data: 28/05/2020 Hora: 14:00
Local: Forma Remota
Título: O ENSINO DE HISTÓRIA LOCAL: IMAGENS E RELATOS DE MULHERES DE RIO BRANCO-MT (1960/1970).
Palavras-chave: ProfHistória; Ensino de História; Guia Didático; Mulheres; Colonização
Páginas: 95
Resumo: Esta dissertação foi elaborada com o objetivo de realizar um estudo de História Local sobre o cotidiano das mulheres na Colônia Rio Branco-MT nos anos de 1960 e 1970, por meio de fontes iconográficas e relatos de experiências para a produção de um guia de atividades de ensino de História destinado à educação básica, dessa forma, se estabeleceu a conexão entre a pesquisa e o ensino de História. Uma breve discussão sobre historiografia, por meio das leituras de José de Assunção Barros, Silvia Helena Zanirato e Michel Certeau e sobre o ensino de História, dialogando com Circe Maria Fernandes Bittencourt, Selva Guimarães Fonseca, Flávia Eloisa Caimi, Maria Auxiliadora Schmidt, entre outros autores. As leituras de Boris Kossoy, Solange Ferraz de Lima e Vânia Carneiro de Carvalho foram fundamentais para desenvolver as análises das fotografias e de Ecléa Bosi, Verena Alberti e Alistair Thomson que clarearam os caminhos da História Oral e deram suporte para compreender o funcionamento da memória. Para nortear a pesquisa oral, foi proposto os seguintes questionamentos: Como narram as mulheres de Rio Branco o tempo vivido durante colonização recente? O que é marcante em suas narrativas? Para compreender o cotidiano das mulheres colonas as autoras Margareth Rago, Cristina Scheibe Wolff e Tereza de Lauretis foram fundamentais. Durval Muniz de Albuquerque inspirou a historicizar as relações formais e informais, fundamentais para compreender a História Local. José de Souza Martins evidenciou a necessidade de perceber a formação do espaço habitado nas e para as subjetividades humanas. Tais autores fortaleceram a ideia de análise da colonização de Rio Branco-MT pelo viés da História cultural. Stuart Hall e Jörn Rüsen auxiliaram na análise das imagens e dos relatos no sentido de discutir a questão da multiculturalidade e identificação alocadas no município. Alcir Lenharo, João Carlos Barrozo, Elizabeth Madureira Siqueira e Regina Beatriz Guimarães Neto possibilitaram situar alguns fatos sobre a colonização em Mato Grosso no século XX. Como produto final, a elaboração de um guia de atividades de ensino de História como uma proposta que visa a instrumentalização do ensino de História local por meio das fontes iconográficas e dos relatos orais, estimulando as aprendizagens e partindo do espaço de vivências dos discentes. Para compô-lo, contamos com as leituras de autores que aprimoraram os conhecimentos sobre História Local e o uso das fontes na sala de aula, como Selva Guimarães Fonseca, Thaís Nívia de Lima Fonseca e Circe Maria Fernandes Bittencourt. No eixo temático Identidade debatemos sobre o multiculturalismo presente no município, herança da sua ocupação. No eixo Produção, comercialização e trabalho na colônia Rio Branco, buscou analisar a produção e circulação de mercadoria, atentando-se para a presença feminina na economia da colônia. O eixo temático Natureza, ambiente e saúde abriu um leque de discussões de conhecimento interdisciplinar sobre os recursos hídricos e uma análise de precariedades sanitárias e de assistência à saúde em ambientes de colonização.
Membros da Banca:
Presidente - CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA - UNEMAT
Membro Interno - REGIANE CRISTINA CUSTODIO DE FIGUEIREDO - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - LEONICE APARECIDA ALVES PEREIRA MOURAD - UFSM
Data: 25/05/2020 Hora: 14:00
Local: Forma Remota
Título: AS MARCAS DA TERRA NAS MEMÓRIAS E SABERES HISTÓRICOS: os calos do saber
Palavras-chave: ProfHistória. Ensino de História. Terra. Conscientização. Memórias.
Páginas: 95
Resumo: Nesta Dissertação destaca-se o estudo do processo migratório pelos trabalhadores da terra na constituição da cidade de São José dos Quatro Marcos/MT, entre as décadas de 1960 e 1980. Com o objetivo de analisar e explicitar narrativas e saberes históricos para apreender as representações sociais produzidas sobre as marcas da terra, por meio das memórias da cidade. Sob a metodologia da História oral, utilizamos princípios da pesquisa qualitativa com caráter exploratório que somaram a documentos impressos da constituição do território em cidade, quer dizer, esta cidade constituída enquanto ambiente de memórias, compôs-se, reformulou e eliminou alguns saberes em detrimento de outros. As narrativas, nessa medida, balizaram o campo empírico da pesquisa. Portanto, essa pesquisa histórica direcionada para o Ensino de História se apresenta como possibilidades de conscientização no movimento com a História local com uma educação que valorize o conhecimento e experiências históricas dos sujeitos do local de pertencimento de alunos e professores e, em nosso caso, da cidade de São José dos Quatro Marcos/MT. Do processo de apreensão do objeto, a cidade de São José dos Quatro Marcos foi arregimentada por meio dos “jogos de poder” (promovido pelo Estado e capital econômico) que legitimavam e postulavam, em última instância, a capitalização da terra sob o movimento do mercado e da desvalorização dos calos do saber (as experiências e conhecimentos produzidos pelos próprios trabalhadores da terra), em nome da modernização.
Membros da Banca:
Presidente - MARION MACHADO CUNHA - UNEMAT
Membro Interno - REGIANE CRISTINA CUSTODIO DE FIGUEIREDO - UNEMAT
Membro Externo à Instituição - SUELY DULCE DE CASTILHO - UFMT