ECONOMIA DOMÉSTICA

Cesta básica estabiliza em Cáceres no mês de maio, com leve queda de 0,09% nos preços

Redução nos preços de higiene e limpeza compensou a alta contínua da batata, aponta pesquisa da Unemat

Por Nataniel Zanferrari
29/05/2026

A estabilização do índice geral foi garantida pelas retrações nos grupos de higiene pessoal e de limpeza (Foto: Imagem criada com uso de inteligência artificial (Gemini AI))

O custo médio da cesta básica em Cáceres interrompeu a tendência de alta dos meses anteriores e registrou uma deflação sutil de 0,09% em maio. O valor do conjunto de 31 produtos passou de R$ 1.054,83 em abril para R$ 1.053,88. O monitoramento é do projeto de Estudos e Pesquisas em Estatísticas Sociais (Epes) da Unemat.

A estabilização do índice geral foi garantida pelas retrações de 1,63% e de 0,44% nos grupos de higiene pessoal e de limpeza, respectivamente. Em contrapartida, o setor de alimentação seguiu em ascensão, subindo 0,15%. O principal impacto veio da batata, que manteve sua trajetória de encarecimento e subiu mais 25,17% no período.

No grupo de limpeza, composto por quatro produtos, apenas o detergente, avaliado na opção de 500 ml, apresentou elevação, com aumento de 3,22%. Em contrapartida, a água sanitária registrou a maior redução do setor, com queda de 1,66%. No grupo de higiene pessoal, composto por cinco produtos, o grande destaque foi a redução de preços do absorvente aderente, que recuou 24,01%.

O cenário atual consolida uma inversão em relação ao primeiro trimestre: em janeiro, o grupo de alimentação puxava o índice para baixo devido à queda das carnes, enquanto higiene e limpeza acumulavam as maiores altas. O preço da cesta agora opera em patamar próximo ao registrado na abertura do ano, quando custava R$ 1.051,41.

Para o coordenador do Epes, Luiz Fernando Jorge da Cunha, a pressão sobre o setor alimentar decorre do mercado externo e do clima. “O panorama energético mundial e a instabilidade no Oriente Médio encarecem o frete e os insumos, afetando diretamente a cadeia de suprimentos e a produção agropecuária local”, explica o pesquisador.


Assessoria de Comunicação - Unemat

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